A contabilidade como instrumento estratégico do planejamento tributário: informação, governança e decisão empresarial no contexto da reforma tributária brasileira
DOI:
https://doi.org/10.34140/bjbv8n4-020Palavras-chave:
contabilidade tributária, planejamento tributário, governança tributária, reforma tributária, IBS/CBSResumo
O presente artigo analisa a contabilidade como infraestrutura informacional do planejamento tributário empresarial, integrando eficiência fiscal, governança, risco e tomada de decisão no contexto brasileiro. Parte-se da premissa de que planejamento tributário não se confunde com minimização nominal de tributos: uma decisão eficiente deve considerar os tributos relevantes, as partes afetadas, os custos explícitos e implícitos, a incerteza fiscal, a substância econômica e os riscos de conformidade. Metodologicamente, desenvolve-se revisão narrativa crítica, bibliográfica e documental, de caráter exploratório-descritivo, articulando doutrina tributária, literatura contábil e financeira, evidências empíricas nacionais e internacionais e documentos normativos e institucionais, com atualização até setembro de 2026. A análise identifica cinco dimensões interdependentes da contribuição contábil: mensuração e diagnóstico; simulação e escolha; documentação e substância econômica; conformidade e governança; e monitoramento e revisão. Como contribuição analítica, propõe-se ainda um modelo de maturidade do planejamento tributário orientado pela contabilidade. A Reforma Tributária do consumo, estruturada pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentada principalmente pelas Leis Complementares nº 214/2025 e nº 227/2026, amplia essa centralidade ao exigir adaptação de sistemas, cadastros, contratos, fluxos de crédito, precificação e capital de giro. Conclui-se que a vantagem associada ao planejamento tributário decorre da capacidade de converter informação contábil confiável em decisões juridicamente defensáveis, economicamente racionais e coerentes com a estratégia e a continuidade empresarial.
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