A teoria da sintaxe biogeométrica como modelo teórico-conceitual de reconfiguração da consciência: geometria, corpo e ritual

Autores

  • Leonardo Rodrigues de Velasco

DOI:

https://doi.org/10.34140/bjbv8n4-014

Palavras-chave:

teoria da sintaxe biogeométrica, geometria simbólica, consciência incorporada, autorregulação, ritual

Resumo

Este artigo apresenta uma formulação acadêmica da Teoria da Sintaxe Biogeométrica (TSB) como modelo teórico-conceitual de reconfiguração da consciência, articulando geometria simbólica, atenção incorporada, regulação psicofisiológica, ritual e identidade. O objetivo é demonstrar a coerência interna da tese de que formas geométricas e práticas de focalização funcionam como uma linguagem de organização da experiência. Desenvolve-se pesquisa bibliográfica, exploratória e interpretativa, com integração de fontes de geometria, neurobiologia, psicologia social, história das religiões e estudos sobre povos indígenas. O argumento central sustenta que a TSB opera como tecnologia simbólico-corporal: oferece um vocabulário visual, uma rotina atencional e uma narrativa identitária capazes de favorecer autorregulação, persistência, atribuição de sentido e transformação da conduta. O artigo distingue fundamentos empíricos, categorias fenomenológicas e hipóteses biogeométricas, evitando confundir proposta teórica com validação experimental. Ao final, são apresentadas proposições de pesquisa e uma agenda de desenvolvimento que preservam a potência integradora da TSB e orientam sua consolidação acadêmica.

Referências

BANDURA, Albert; AZZI, Roberta Gurgel; POLYDORO, Soely (org.). Teoria social cognitiva: conceitos básicos. Porto Alegre: Artmed, 2008.

CIALDINI, Robert B. As armas da persuasão: como influenciar e não se deixar influenciar. Rio de Janeiro: Sextante, 2012.

ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano: a essência das religiões. Tradução de Rogério Fernandes. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2008.

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

HAECKEL, Ernst. Art forms in nature: the prints of Ernst Haeckel. New York: Dover, 1974.

HAWKINS, David R. Power vs. force: the hidden determinants of human behavior. Carlsbad: Hay House, 2012.

INGBER, Donald E. The architecture of life. Scientific American, New York, v. 278, n. 1, p. 48–57, 1998.

JUNG, Carl Gustav. Os arquétipos e o inconsciente coletivo. 11. ed. Petrópolis: Vozes, 2014.

KARIM, Ibrahim F. Introduction to biogeometry. [S. l.]: BioGeometry, [s. d.]. Disponível em: https://www.biogeometry.ca/introduction-to-biogeometry. Acesso em: 1 out. 2026.

KEPLER, Johannes. Mysterium cosmographicum. New York: Abaris Books, 1981.

LAGROU, Elsje Maria. A fluidez da forma: arte, alteridade e agência em uma sociedade amazônica (Kaxinawa, Acre). Rio de Janeiro: Topbooks, 2007.

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003.

MCEWEN, Bruce S. Physiology and neurobiology of stress and adaptation: central role of the brain. Physiological Reviews, Bethesda, v. 87, n. 3, p. 873–904, 2007. DOI: https://doi.org/10.1152/physrev.00041.2006.

PENROSE, Roger; HAMEROFF, Stuart. Consciousness in the universe: a review of the “Orch OR” theory. Physics of Life Reviews, Amsterdam, v. 11, n. 1, p. 39–78, 2014.

PLATÃO. Timeu–Crítias. Tradução, introdução e notas de Rodolfo Lopes. Coimbra: Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos, 2011.

TEGMARK, Max. Importance of quantum decoherence in brain processes. Physical Review E, College Park, v. 61, n. 4, p. 4194–4206, 2000.

Downloads

Publicado

2026-10-08

Como Citar

Velasco, L. R. de. (2026). A teoria da sintaxe biogeométrica como modelo teórico-conceitual de reconfiguração da consciência: geometria, corpo e ritual. Brazilian Journal of Business, 8(4), e89684. https://doi.org/10.34140/bjbv8n4-014

Edição

Seção

Artigos