Gestão da integridade em ambiente corporativo: aplicação do modelo pluralista de ética organizacional na condução de caso de assédio sexual vertical reverso
DOI:
https://doi.org/10.34140/bjbv8n3-126Palavras-chave:
ética organizacional, governança corporativa, assédio sexual reverso, pluralismo moral, gestão da integridadeResumo
Relata uma prática de gestão da integridade desenvolvida em grande corporação brasileira, envolvendo um caso de assédio sexual vertical reverso, fenômeno subnotificado e desafiador para os sistemas de governança corporativa. Descreve a aplicação rigorosa do modelo tridimensional de ética organizacional de Marvin T. Brown, estruturado sobre o quinteto de Kenneth Burke, para analisar a decisão de demitir a empregada agressora por justa causa. Contextualiza o fenômeno em ambiente de trabalho contemporâneo marcado pela dissolução das fronteiras entre público e privado. Identifica como fatores críticos de sucesso a coragem moral do gestor assediado, a maturidade dos mecanismos de governança, a isonomia na aplicação de normas e o alinhamento entre valores declarados e práticas efetivas. Demonstra convergência harmônica entre as perspectivas deontológica, utilitarista e teleológica na avaliação da decisão, interpretada como manifestação de phronesis aristotélica. Evidencia que a gestão da integridade transcende a punição, funcionando como ato pedagógico que reforça o ethos organizacional. Contribui para a literatura ao aplicar frameworks filosóficos em contexto corporativo real, validando sua operacionalidade prática e destacando o papel das virtudes individuais como catalisadores da ação ética institucional. Reconhece, como limitação central, o delineamento de estudo de caso único, que restringe a generalização estatística dos achados, apontando a necessidade de estudos multicascos comparativos e de desenho quase-experimental em pesquisas futuras.
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