Práticas pedagógicas inclusivas e o compromisso com uma educação anticapacitista na escola básica
DOI:
https://doi.org/10.34140/bjbv8n3-107Palavras-chave:
educação inclusiva, práticas pedagógicas, docência colaborativa, Desenho Universal para a Aprendizagem, anticapacitismoResumo
Este artigo analisa práticas pedagógicas inclusivas na Educação Básica, articulando docência colaborativa, Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) e educação anticapacitista. A investigação, de abordagem qualitativa e natureza bibliográfica e documental, tomou como corpus produções acadêmicas sobre inclusão, anticapacitismo, colaboração docente e DUA, o curta-metragem Cuerdas e dois planos de aula anonimizados, um do componente curricular de Ciências e outro do Atendimento Educacional Especializado, destinados a uma turma do 7º ano do Ensino Fundamental. A análise foi organizada em quatro categorias: concepção de estudante e de deficiência; acessibilidade ao currículo; participação e formas de expressão; e articulação entre o ensino comum e a Educação Especial. Os resultados indicam que os planos priorizam leitura, exposição e respostas escritas, sem explicitar alternativas de acesso, participação, avaliação ou planejamento compartilhado. Essa organização transfere ao estudante a responsabilidade de se ajustar a uma proposta curricular pouco flexível e pode reproduzir expectativas capacitistas de desempenho. Em contraposição, o DUA e a docência colaborativa oferecem fundamentos para antecipar a variabilidade da turma, diversificar recursos, ampliar formas de engajamento e expressão e corresponsabilizar os profissionais pelo ensino. Conclui-se que uma prática anticapacitista exige mais do que matrícula e adaptações posteriores: requer revisão das concepções de capacidade, planejamento acessível desde o início, colaboração institucionalizada, avaliação diversificada e formação docente vinculada aos problemas concretos da escola.
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