Dinâmicas socioespaciais entre indígenas e não indígenas em Dourados/MS
DOI:
https://doi.org/10.34140/bjbv8n3-099Palavras-chave:
diferença, espaço escolar, Dourados, identidade, povos indígenasResumo
Esta pesquisa analisa as representações, os processos de construção da identidade e da diferença e as dinâmicas socioespaciais estabelecidas entre estudantes indígenas e não indígenas no espaço escolar de Dourados, Mato Grosso do Sul, com ênfase nas relações entre a cidade e a Reserva Indígena de Dourados. Caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, de caráter interpretativo, desenvolvida ao longo de quatro anos a partir de experiências no cotidiano de escolas públicas, conversas com estudantes indígenas, aplicação de questionários a mais de 230 estudantes e análise de produções visuais elaboradas pelos alunos. O estudo buscou compreender como os estudantes percebem a presença indígena, identificam diferenças culturais e sociais e constroem representações sobre os povos indígenas. Os resultados evidenciaram a permanência de estereótipos, manifestações de preconceito e situações de isolamento, mas também a existência de vínculos de amizade, interesse pela cultura indígena e possibilidades de aproximação e reconhecimento. As produções visuais revelaram representações relacionadas ao corpo, à moradia, ao território, ao fogo, aos rituais, à convivência e aos deslocamentos entre reserva e cidade. Conclui-se que o espaço escolar participa ativamente da produção e negociação das identidades e diferenças, podendo reproduzir desigualdades históricas ou contribuir para práticas interculturais pautadas no respeito, no diálogo e na valorização da diversidade.
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