Análise de requisitos científicos com a dimensão ambiental do ISE da B3 (BM&FBOVESPA) e de indicadores de sustentabilidade publicados nos relatórios de sustentabilidade/anuais das empresas
DOI:
https://doi.org/10.34140/bjbv8n3-060Palavras-chave:
sustentabilidade, indicadores, ISE e BMF&BOVESPAResumo
A sustentabilidade é conditio sine qua non para a sobrevivência do homem na Terra, e o crescimento econômico tem sido antagônico para manutenção da vida no planeta. Até o mercado de ações reflete essa condição dicotômica por meio do desempenho do valor de mercado das empresas classificadas como sustentáveis na BM&FBOVESPA (Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros). O desempenho do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) de 2005 até 2010 foi 6,30% inferior ao Ibovespa[1]. Já a análise de aderência dos requisitos científicos com dimensão ambiental do ISE com os relatórios de sustentabilidade/anuais das empresas participantes mostra que apenas 12,5% dos requisitos são atendidos nos relatórios de sustentabilidade/anuais 2009. Requisitos científicos são fundamentais para avaliar condições, comparar tendências, prover informações de advertência e antecipar futuras condições. Apesar de o ISE ser fundamentado com base científica reconhecida pela comunidade internacional (requisito F), apenas 15,63% das empresas participantes contemplaram esse requisito em seus relatórios de sustentabilidade/anuais 2009. Uma pesquisa não probabilística de conveniência exploratória mostrou que quase a totalidade dos investidores consideram que indicadores de sustentabilidade são relevantes nas decisões de investimentos, sendo o ISE o principal indicador de sustentabilidade das empresas listadas na BM&FBOVESPA. Das 32 empresas participantes do ISE que publicaram relatórios de sustentabilidade/anuais 2009, apenas 12% dos indicadores apresentados possuem correlação com os requisitos científicos. Esse pode ser um fator que contribui para o baixo desempenho do ISE em relação ao Ibovespa. Indicadores de sustentabilidade que empregam critérios científicos, ferramentas práticas e comunicação amigável podem ser decisivos para agregar e quantificar informações sobre sustentabilidade (fenômeno complexo) de forma relevante para que a significância fique mais aparente, melhorando assim o processo de comunicação com os envolvidos no processo.
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