Globalização e estratégias de internacionalização: forças macroeconômicas, políticas e culturais
DOI:
https://doi.org/10.34140/bjbv8n3-045Palavras-chave:
globalização, internacionalização, estratégia empresarial, mercados externosResumo
A globalização transformou profundamente a atuação das empresas no cenário internacional, ampliando não apenas o alcance dos mercados, mas também a complexidade das decisões estratégicas relacionadas à internacionalização. Nesse contexto, variáveis macroeconômicas, políticas, institucionais e culturais passaram a influenciar diretamente o posicionamento competitivo das organizações e as formas de entrada em mercados externos. Este estudo tem como objetivo analisar como as forças macroeconômicas, políticas e culturais da globalização influenciam o posicionamento competitivo das empresas e suas estratégias de entrada em mercados externos, considerando os limites e as possibilidades dos modelos clássicos de internacionalização diante das dinâmicas contemporâneas. A pesquisa possui caráter qualitativo, descritivo e exploratório, desenvolvida por meio de revisão de literatura. O referencial teórico articula contribuições de Culpi (2020), Johanson e Vahlne (2009), Dunning (2000), Buckley e Casson (2009), Hofstede (2001) e Ghemawat (2007), com ênfase na relação entre aprendizagem internacional, redes de relacionamento, vantagens de localização, decisões de controle das operações e distância institucional e cultural. Os resultados indicam que a internacionalização não pode mais ser explicada apenas por fatores econômicos tradicionais, pois depende também da estabilidade institucional, das exigências regulatórias, da adaptação cultural, da digitalização, das práticas ESG e das novas configurações geopolíticas. Conclui-se que os modelos clássicos continuam relevantes, mas precisam ser interpretados de forma ampliada e combinada para explicar a inserção internacional das empresas em um ambiente global marcado por incerteza, conectividade e transformação contínua.
Referências
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