Funções executivas e inteligência emocional: o impacto das brincadeiras dirigidas na autorregulação infantil
DOI:
https://doi.org/10.34140/bjbv8n3-043Palavras-chave:
funções executivas, inteligência emocional, brincadeiras dirigidas, autorregulação infantil, educação infantilResumo
A infância constitui um período de intensa plasticidade cerebral, no qual diferentes experiências influenciam diretamente o desenvolvimento cognitivo, emocional e social. Entre essas experiências, as brincadeiras dirigidas destacam-se como estratégias pedagógicas capazes de estimular competências essenciais para a aprendizagem e para a convivência. O presente estudo analisa a relação entre as funções executivas, a inteligência emocional e o papel das brincadeiras dirigidas na promoção da autorregulação infantil. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica de natureza qualitativa, fundamentada em estudos da Psicologia do Desenvolvimento, Neurociência e Educação Infantil. Segundo Diamond (2013), as funções executivas compreendem habilidades como memória de trabalho, controle inibitório e flexibilidade cognitiva, capacidades indispensáveis para que a criança organize pensamentos, controle impulsos e resolva problemas cotidianos. Paralelamente, autores como Denham et al. (2012) evidenciam que a inteligência emocional favorece o reconhecimento, a compreensão e a gestão das emoções, fortalecendo relações interpessoais e processos de aprendizagem. Nesse contexto, as brincadeiras dirigidas, planejadas intencionalmente pelo educador, criam situações que desafiam a criança a esperar sua vez, seguir regras, cooperar, lidar com frustrações e desenvolver estratégias para alcançar objetivos comuns. Esses desafios promovem não apenas avanços cognitivos, mas também o fortalecimento da autonomia, da empatia e do equilíbrio emocional. Conclui-se que a integração entre práticas lúdicas estruturadas e mediação pedagógica consciente representa uma importante ferramenta para o desenvolvimento integral da criança, favorecendo competências que repercutem positivamente na vida escolar e nas relações sociais.
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