Funções executivas e inteligência emocional: o impacto das brincadeiras dirigidas na autorregulação infantil

Autores

  • Eliana Oliveira Arminio
  • Caroline Canhati Farias
  • Josiane Rodrigues da Silva
  • Eliziane Paula da Silva Voss
  • Sônia Leite da Silva
  • Silvana Arlinda Franco Silva
  • Juliana Regina da Silva
  • Nathalia Siqueira Yokoyama
  • Bruna Cristina Almeida Calisto
  • Adriana Alves Peruzi
  • Karine Eugenia da Silva Colnago

DOI:

https://doi.org/10.34140/bjbv8n3-043

Palavras-chave:

funções executivas, inteligência emocional, brincadeiras dirigidas, autorregulação infantil, educação infantil

Resumo

A infância constitui um período de intensa plasticidade cerebral, no qual diferentes experiências influenciam diretamente o desenvolvimento cognitivo, emocional e social. Entre essas experiências, as brincadeiras dirigidas destacam-se como estratégias pedagógicas capazes de estimular competências essenciais para a aprendizagem e para a convivência. O presente estudo analisa a relação entre as funções executivas, a inteligência emocional e o papel das brincadeiras dirigidas na promoção da autorregulação infantil. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica de natureza qualitativa, fundamentada em estudos da Psicologia do Desenvolvimento, Neurociência e Educação Infantil. Segundo Diamond (2013), as funções executivas compreendem habilidades como memória de trabalho, controle inibitório e flexibilidade cognitiva, capacidades indispensáveis para que a criança organize pensamentos, controle impulsos e resolva problemas cotidianos. Paralelamente, autores como Denham et al. (2012) evidenciam que a inteligência emocional favorece o reconhecimento, a compreensão e a gestão das emoções, fortalecendo relações interpessoais e processos de aprendizagem. Nesse contexto, as brincadeiras dirigidas, planejadas intencionalmente pelo educador, criam situações que desafiam a criança a esperar sua vez, seguir regras, cooperar, lidar com frustrações e desenvolver estratégias para alcançar objetivos comuns. Esses desafios promovem não apenas avanços cognitivos, mas também o fortalecimento da autonomia, da empatia e do equilíbrio emocional. Conclui-se que a integração entre práticas lúdicas estruturadas e mediação pedagógica consciente representa uma importante ferramenta para o desenvolvimento integral da criança, favorecendo competências que repercutem positivamente na vida escolar e nas relações sociais.

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Publicado

2026-07-28

Como Citar

Arminio, E. O., Farias, C. C., Silva, J. R. da, Voss, E. P. da S., Silva, S. L. da, Silva, S. A. F., Silva, J. R. da, Yokoyama, N. S., Calisto, B. C. A., Peruzi, A. A., & Colnago, K. E. da S. (2026). Funções executivas e inteligência emocional: o impacto das brincadeiras dirigidas na autorregulação infantil. Brazilian Journal of Business, 8(3), e88477. https://doi.org/10.34140/bjbv8n3-043

Edição

Seção

Artigos