Ansiedade infantil no ambiente escolar: sinais, causas e estratégias de acolhimento
DOI:
https://doi.org/10.34140/bjbv8n3-025Palavras-chave:
ansiedade infantil, ambiente escolar, saúde emocional, acolhimento, desenvolvimento infantilResumo
A ansiedade infantil tem se tornado uma das principais questões relacionadas à saúde mental de crianças em idade escolar, despertando a atenção de educadores, famílias e pesquisadores. Embora o medo e a preocupação façam parte do desenvolvimento humano, quando esses sentimentos passam a ocorrer de forma intensa, frequente e desproporcional, podem comprometer o desenvolvimento cognitivo, emocional e social da criança. No contexto escolar, a ansiedade manifesta-se por meio de diferentes comportamentos, como isolamento, irritabilidade, dificuldades de concentração, insegurança, medo excessivo de errar, baixo rendimento acadêmico e sintomas físicos recorrentes, como dores de cabeça e de estômago. Diante dessa realidade, torna-se fundamental que a escola compreenda os fatores que contribuem para o desenvolvimento da ansiedade infantil e desenvolva práticas pedagógicas voltadas ao acolhimento e à promoção da saúde emocional. Este estudo tem como objetivo analisar os principais sinais da ansiedade infantil no ambiente escolar, identificar suas possíveis causas e discutir estratégias que favoreçam o acolhimento das crianças no cotidiano educativo. A pesquisa fundamenta-se em revisão bibliográfica, reunindo contribuições de autores das áreas da Educação, Psicologia e Desenvolvimento Infantil, entre eles Winnicott, Wallon, Vygotsky, Bronfenbrenner, Cyrulnik, Kishimoto e Zabalza. Os resultados apontam que ambientes escolares afetivos, seguros e organizados, aliados ao fortalecimento da parceria entre escola e família, contribuem significativamente para a prevenção do sofrimento emocional e para o desenvolvimento integral da criança. Conclui-se que acolher a ansiedade infantil não significa apenas identificar dificuldades, mas construir práticas educativas que valorizem a escuta, o respeito às diferenças e o cuidado com as dimensões emocionais do processo de aprendizagem.
Referências
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