Entre o dever e o desgaste: fatores associados ao risco de adoecimento de policiais militares em SC

Autores

  • Lenir Rodrigues Minghetti
  • Lilia Aparecida Kanan
  • Natália Veronese Cunha

DOI:

https://doi.org/10.34140/bjbv8n1-008

Palavras-chave:

sofrimento no trabalho, adoecimento pelo trabalho, policiais militares

Resumo

Este estudo objetivou analisar os riscos de adoecimento e sofrimento de Policiais Militares Santa Catarina. Foi realizado junto a 372 profissionais (masculino: n=305; feminino: n=67) em pleno exercício de suas funções. Os instrumentos utilizados foram um questionário para identificar características sociodemográficas dos participantes e, o Inventário de Trabalho e Riscos de Adoecimento - ITRA (Mendes, 2007), que é integrado por quatro escalas: Escala de Avaliação do Contexto do Trabalho (EACT), Escala Avaliação do Custo Humano do Trabalho (ECHT), Escala Avaliação dos Indicadores de Prazer-Sofrimento no Trabalho (EIPST), Escala de Avaliação de Danos Relacionados ao Trabalho (EADRT). Os instrumentos foram disponibilizados on line em um website criado para este estudo. A análise dos dados foi realizada por meio de estatística inferencial no software IBM SPSS Statistics (Statistical Package for the Social Sciences) version 22. Observou-se a predominância da classificação de risco crítico e grave em todas as escalas. Na avaliação da EACT se verificou risco crítico ao adoecimento em todos os fatores: Organização do trabalho (μ=2,68); Condições de Trabalho (μ=2,66) e Relações Socioprofissionais (μ=2,85). Na ECHT constatou-se a avaliação grave nos fatores: Custos Afetivo (μ=3.94) e Custo Cognitivo (μ=4,07); nesta mesma escala o fator Custo Físico apresentou classificação de risco crítico (μ=3,57). A EIPST apresentou avaliação crítica em seus fatores: Realização Profissional (μ=3,71); Liberdade Expressão (μ=3,65); Esgotamento Profissional (μ=3.81); Falta de reconhecimento (μ=2.97). A EADRT apresentou classificação de risco crítico no item Danos Físicos (μ=2,95) e, risco moderado nos itens Danos sociais (μ=2,16) e, Danos psicológicos (μ=2.13). Este estudo evidencia a necessidade de intervenção em todos os fatores avaliados, pois representam riscos de agravos à saúde dos PMs, especialmente como demonstrado pela escala Custo Humano no Trabalho. Destaca-se, por fim, a pertinência de realização de novos estudos que abordem o ambiente de trabalho e a saúde dos PMs do Estado de Santa Catarina. 

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Publicado

2026-01-19

Como Citar

Minghetti, L. R., Kanan, L. A., & Cunha, N. V. (2026). Entre o dever e o desgaste: fatores associados ao risco de adoecimento de policiais militares em SC . Brazilian Journal of Business, 8(1), e85170. https://doi.org/10.34140/bjbv8n1-008

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Artigos