Administração pública e burnout: os efeitos das pressões administrativas na saúde mental dos servidores públicos
DOI:
https://doi.org/10.34140/bjbv7n3-071Palavras-chave:
saúde mental, administração pública, burnout, organizaçãoResumo
O presente estudo analisa os efeitos das pressões administrativas na saúde mental de servidores públicos, considerando fatores sócio-históricos, emocionais e laborais. A partir da adoção do neoliberalismo no Brasil, em 1990, a gestão pública passou a incorporar práticas gerenciais privadas, modelo que se mostrou inadequado às especificidades do setor público. Desse modo, esta pesquisa objetiva compreender como os conceitos de gerencialismo, estrutura organizacional e centralização das tomadas de decisão contribuem para a manifestação de doenças psicossomáticas como o Burnout, investigando os impactos do Burnout na qualidade de vida do servidor público, bem como seus efeitos sobre a sociedade e a máquina pública. Esta pesquisa foi realizada em bases como SciELO e Google Scholar, utilizando descritores relacionados à saúde mental e administração pública em artigos escritos nos últimos 17 anos (2006-2023), em português e de livre acesso para download. Os resultados apontam que o gerencialismo contribuiu para o fortalecimento de estruturas organizacionais rígidas, centralização de decisões e ausência de participação ativa dos servidores, fatores que favorecem o surgimento do Burnout. Em suma, conclui-se que a superação desse quadro demanda a implementação de ferramentas específicas para a realidade da máquina pública, visando criar ambientes de trabalho mais saudáveis e colaborativos, com gestão mais democrática e menos paternalista.
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