Sala de aula: preconceito e violência como filhos da desigualdade

Autores

  • Roberta Pacheco Caetano Borges
  • Dalmir de Souza Lobo Júnior
  • Joanne Oliveira Dias
  • Gleisy Vieira Campos

DOI:

https://doi.org/10.34140/bjbv8n3-080

Palavras-chave:

desigualdade, preconceito racial, violência de gênero

Resumo

O artigo ressalta o preconceito e a violência como herdeiros da desigualdade sociocultural brasileira. Assim, é produto da experiência de Estágio Supervisionado no Ensino Fundamental como requisito para a Licenciatura Plena em Pedagogia na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia- Campus Itapetinga-BA. Teve por objetivo abordar de forma reflexiva as ações desenvolvidas em sala de aula durante o período de regência em duas turmas do 5º ano do Ensino Fundamental da rede pública. Por intermédio de debates sobre a temática “violência na escola” num enfoque contextualizando a disparidade socioeconômica e cultural existente e polarizada dentro da própria sala de aula, observou-se que as turmas vivenciavam nesse ambiente escolar, tipos de violências particulares; em uma das turmas a discriminação racial, incorporada ao discurso agressivo; no segundo grupo os conflitos revolviam-se em torno da questão do gênero, ou seja, uma violência à representação feminina. Em ambos os aspectos, a discriminação racial e desigualdade de gênero, colidiram em um apontamento, o racismo sofrido pela menina negra na escola e como os estereótipos agem na construção da identidade. Os preconceitos incorporados aos discursos dos alunos fazem parte de uma herança da desigualdade constituída, aceita e reproduzida. À educação cabe a função de problematizar esses questionamentos. 

Referências

BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília: MEC, 2004.

CAVALLEIRO, Eliane. Educação anti-racista: compromisso indispensável para um mundo melhor. In: CAVALLEIRO, Eliane (org.). Racismo e anti-racismo – repensando nossa escola. São Paulo: Summus, 2001.

IBGE. Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira: 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2016. 146 p. (Estudos e Pesquisas. Informação Demográfica e Socioeconômica, n. 36). Disponível em: ibge.gov.br Acesso em: 3 maio 2026

FANTE, Cléo. 2005. Fenômeno bullying: como prevenir a violência nas

escolas e educar para a paz. 2ª edição. Campinas. Editora Versus, 224

FREIRE, Madalena. Observação, registro, reflexão – instrumentos metodológicos. Série

Seminários. São Paulo: Espaço Pedagógico, 1992.

GOMES, Nilma Lino. Trajetórias escolares em corpo negro e cabelo crespo: reprodução de estereótipos ou ressignificação cultural. FERO, Osmar. Educação como exercício da diversidade. Brasília: MEC, p. 229-249, 2007.

HALL, Stuart. Da diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2006.

PICONEZ, Stela Conceição Bertholo. A Prática de Ensino e o Estágio Supervisionado: a aproximação da realidade escolar e a prática da reflexão. In: FAZENDA, I.C.A (org). Prática de Ensino e Estágio Supervisionado. Campinas: Papirus, 1991. P.15-38.

SANTOS, Cecília MacDowell; IZUMINO, Wânia Pasinato. Violência contra as Mulheres e Violência de Gênero: Notas sobre Estudos Feministas no Brasil. Estudios Interdisciplinarios de América Latina y el Caribe, v. 16, n. 1, 2014.

SILVA, Enide Rocha Andrade da; AQUINO, Luzeni Maria Cordeiro de. Desigualdade social, violência e jovens no Brasil. Brasília: Andi, 2004.

TRINIDAD, Cristina Teodoro. Identificação étnico-racial na voz de crianças em espaços de educação infantil[tese de doutorado]. São Paulo: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. 2011

WEISSHEIMER, Marco Aurélio. Bolsa família: avanços, limites e possibilidades do programa que está transformando a vida de milhões de famílias no Brasil. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2006.p.160.

Downloads

Publicado

2026-08-21

Como Citar

Borges, R. P. C., Lobo Júnior, D. de S., Dias, J. O., & Campos, G. V. (2026). Sala de aula: preconceito e violência como filhos da desigualdade. Brazilian Journal of Business, 8(3), e88878. https://doi.org/10.34140/bjbv8n3-080

Edição

Seção

Artigos