Sala de aula: preconceito e violência como filhos da desigualdade
DOI:
https://doi.org/10.34140/bjbv8n3-080Palavras-chave:
desigualdade, preconceito racial, violência de gêneroResumo
O artigo ressalta o preconceito e a violência como herdeiros da desigualdade sociocultural brasileira. Assim, é produto da experiência de Estágio Supervisionado no Ensino Fundamental como requisito para a Licenciatura Plena em Pedagogia na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia- Campus Itapetinga-BA. Teve por objetivo abordar de forma reflexiva as ações desenvolvidas em sala de aula durante o período de regência em duas turmas do 5º ano do Ensino Fundamental da rede pública. Por intermédio de debates sobre a temática “violência na escola” num enfoque contextualizando a disparidade socioeconômica e cultural existente e polarizada dentro da própria sala de aula, observou-se que as turmas vivenciavam nesse ambiente escolar, tipos de violências particulares; em uma das turmas a discriminação racial, incorporada ao discurso agressivo; no segundo grupo os conflitos revolviam-se em torno da questão do gênero, ou seja, uma violência à representação feminina. Em ambos os aspectos, a discriminação racial e desigualdade de gênero, colidiram em um apontamento, o racismo sofrido pela menina negra na escola e como os estereótipos agem na construção da identidade. Os preconceitos incorporados aos discursos dos alunos fazem parte de uma herança da desigualdade constituída, aceita e reproduzida. À educação cabe a função de problematizar esses questionamentos.
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