Economia solidária: uma representação científica por meio de três paradigmas das ciências sociais
DOI:
https://doi.org/10.34140/bjbv8n2-120Palavras-chave:
cientificidade da economia solidária, paradigma estrutural do conflito, paradigma estrutural do consenso, paradigma da interpretaçãoResumo
Serão abordadas, neste artigo, as possibilidades de oferecer uma construção científica do que seja a Economia Solidária, agora pensada como área estrutural de pensamento, dentro das ciências humanas, através de três paradigmas iconográficos enlaçados na perspectiva das ciências sociais: o paradigma estrutural do consenso, o paradigma estrutural do conflito e o paradigma da interpretação, anteriormente referidos na obra e no pensamento do filósofo Philip Jones. Consideramos que para cada um dos supracitados paradigmas encontramos o embasamento de três dos principais sociólogos: Durkheim, Marx e Weber; e para cada um destes paradigmas encontra-se sua própria ontologia, epistemologia, metodologia e método. Para isso estruturamos o texto sobre cinco momentos específicos. O primeiro momento trata da discussão contemporânea sobre os paradigmas científicos utilizando como referencial o sentido kuhniano. O segundo momento busca uma alternativa de classificação científica para a Economia Solidária dentro dos paradigmas das Ciências Sociais. O terceiro momento problematiza a Ecosol à luz do Paradigma Estruturante do Consenso. O quarto momento vai também problematizar a Ecosol sob a ótica de um paradigma, o Paradigma Estruturante do Conflito. O quinto e último momento vai debater a Ecosol a partir do referencial estabelecido pelo Paradigma Interpretativo. Por fim, concluímos que uma reflexão sobre a cientificidade da Economia Solidária deve pautar-se na inserção do teorizador ou cientista social no lugar de observador e dedutor dos fatos históricos.
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