Espaço, forma e movimento: a geometria na educação infantil
DOI:
https://doi.org/10.34140/bjbv8n2-053Palavras-chave:
educação infantil, geometria, espaço e forma, movimento, prática docenteResumo
Este artigo analisa, por meio de revisão bibliográfica, a importância do trabalho com espaço, forma e movimento na Educação Infantil para a construção do pensamento geométrico. Parte-se do campo de experiência “Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações” da BNCC, que legitima a exploração corporal e sensorial como base para as noções geométricas. O objetivo geral foi compreender como a prática docente pode favorecer a construção de conceitos geométricos através do corpo, do lúdico e da resolução de problemas cotidianos. A discussão teórica aponta que a geometria na infância não se restringe à nomeação de formas prontas, mas inicia-se nas experiências de localização, deslocamento, observação e representação do espaço vivido. Conclui-se que a intencionalidade do professor, a organização do ambiente e a valorização do movimento são fundamentais para que a criança desenvolva percepção espacial e raciocínio lógico, bases para aprendizagens matemáticas posteriores.
Referências
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.
KAMII, Constance. A criança e o número: implicações educacionais da teoria de Piaget para a atuação junto a escolares de 4 a 6 anos. 11. ed. Campinas: Papirus, 1990.
LORENZATO, Sergio. Educação infantil e percepção matemática. Campinas: Autores Associados, 2006.
PANIZZA, Mabel. Ensinar matemática na educação infantil e nas séries iniciais: análises e propostas. Porto Alegre: Artmed, 2006.
PIAGET, Jean; INHELDER, Bärbel. A representação do espaço na criança. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.
SMOLE, Kátia Stocco. A Matemática na Educação Infantil: a teoria das inteligências múltiplas na prática escolar. Porto Alegre: Artmed, 2000.
