A prática docente na educação infantil: a criança como protagonista de sua história
DOI:
https://doi.org/10.34140/bjbv8n2-005Palavras-chave:
educação infantil, protagonismo infantil, prática docente, desenvolvimento infantil, aprendizagem significativaResumo
Pensar a Educação Infantil atualmente exige mais do que discutir métodos de ensino ou organização curricular. Exige, antes de tudo, repensar o lugar da criança dentro do processo educativo. Durante muito tempo, a infância foi tratada como uma fase de preparação para a vida adulta, um período em que a criança deveria apenas absorver conhecimentos transmitidos pelos adultos. Hoje, essa visão já não se sustenta. A criança passa a ser compreendida como sujeito ativo, capaz de pensar, questionar, criar, imaginar e produzir cultura.
Dentro dessa perspectiva, a prática docente precisa acompanhar essa transformação. O professor deixa de ser apenas o transmissor do conhecimento e passa a assumir o papel de mediador das experiências de aprendizagem. Isso não significa perder a autoridade pedagógica, mas transformar essa autoridade em orientação, escuta e construção conjunta do conhecimento. A idéia de protagonismo infantil surge exatamente nesse contexto. Trata-se de reconhecer que a criança participa ativamente da construção de sua própria aprendizagem, de sua identidade e de sua forma de compreender o mundo. Quando o educador cria espaços para a escuta, para a participação e para a experimentação, ele contribui para a formação de indivíduos mais autônomos, críticos e confiantes.
Este estudo discute a importância da prática docente voltada para o protagonismo infantil na Educação Infantil, destacando a necessidade de metodologias ativas, ambientes acolhedores e relações pedagógicas baseadas no respeito às singularidades das crianças. A pesquisa também aborda a importância do brincar, das interações sociais e da afetividade como elementos fundamentais no desenvolvimento integral da criança. A reflexão apresentada busca contribuir para o fortalecimento de práticas pedagógicas mais humanizadas, que considerem a criança não apenas como aluno, mas como sujeito histórico, social e cultural.
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