A essência do lugar e o trauma do topocídio: abordagens na geografia humanística
DOI:
https://doi.org/10.34140/bjbv7n4-115Resumo
Este artigo analisa os principais constructos teóricos da Geografia Humanística, enfocando a transição paradigmática do neopositivismo para a valorização da subjetividade e do lugar como base da existência. Por meio de uma revisão teórica, resgata-se o legado de pioneiros como Carl Sauer, John K. Wright e David Lowenthal, cujas discussões sobre paisagem cultural, geosofia e percepção ambiental fundamentaram a centralidade do sujeito. Exploram-se as contribuições seminais de Yi-Fu Tuan e Edward Relph sobre a essência do lugar e o sentimento de pertencimento (topofilia), em contraposição às experiências de não-enraizamento. A análise culmina na fenomenologia do mundo-vivido de Anne Buttimer, articulada ao conceito de topocídio, ilustrado pelo trauma histórico da demolição da Igreja Primacial da Sé em Salvador. Conclui-se que o pensamento humanista atua como uma ponte interdisciplinar com a antropologia, essencial para a compreensão das teias de significados e das rupturas de memória coletiva na experiência geográfica contemporânea.
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