Alta sensibilidade na infância e adolescência: desafios e possibilidades para a escola contemporânea
DOI:
https://doi.org/10.34140/bjbv7n4-084Palavras-chave:
alta sensibilidade, infância, adolescência, educação, desenvolvimento emocionalResumo
Este artigo aborda a Alta Sensibilidade durante a infância e adolescência como uma característica biopsicossocial que impacta diretamente o desenvolvimento emocional, cognitivo e educacional de muitos alunos. Apesar de ser um conceito reconhecido na literatura científica global, sua compreensão ainda é limitada nas escolas brasileiras, resultando em sobrecarga sensorial, dificuldades em autorregulação e efeitos adversos no processo de ensino-aprendizagem. A análise revela que métodos pedagógicos convencionais, combinados com ambientes barulhentos e altas demandas emocionais, prejudicam crianças e adolescentes com alta sensibilidade, elevando os níveis de estresse, ansiedade e isolamento. Por outro lado, ambientes harmônicos, laços afetivos e abordagens que respeitam a subjetividade promovem melhor desempenho, criatividade e envolvimento. Há uma clara necessidade de capacitação dos educadores, ajustes sensoriais e práticas mais humanizadas. Assim, reconhecer a Alta Sensibilidade se mostra essencial para a construção de uma escola mais inclusiva e que atenda às necessidades atuais.
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