“Conheceis a verdade” na ilha da fantasia das mídias digitais
DOI:
https://doi.org/10.34140/bjbv7n1-032Palavras-chave:
ação, discurso, plataformas digitais, sociedadeResumo
O presente artigo elaborado atraves de bibliografias de pensadores contemporâneos tais como: Fergunson, Foer, Arendt, D’Ancona, Bauman, Marmion, Chomsky, Hadot. Tem como objetivo central apresentar os riscos do empoderamento virtual das redes sociais na era da pós-verdade. Com advento da internet, mídias digitais e a comunicação de massas, as “BullShits” veio para colocar nossa democracia em cheque. Os mitos mais perigosos que afligem a nossa época advêm historicamente, da insistência de que existe um abismo intransponível entre elite intelectual e “supereducada” e as “pessoas comuns”. Essa divisão, comum para os conservadores da virada do séc XIX para o séc XX, dá lugar hoje ao conceito de “homem comum”, adotado pelo nazifascismo e repetido nos últimos anos na retorica da direita populista, embora não se restrinja a ela. A ascensão da verdade como força coesiva na atividade cientifica, jurídica, política, social e comercial foi um feito gradual e conquistado a muito custo. Além disso, é uma moeda única, cujo valor é determinado pelo grau em que é defendida em cada uma dessas esferas interligadas. Pobre da serpente que deu ao homem – sociedade – fruto proibido (a razão e a consciência) e hoje não usamos tal fruto com o devido cuidado. Aqueles que supõem despreocupadamente que seu ameaçado colapso no mundo político não terá desdobramentos no resto da sociedade civil podem se preparar para o pior.
Referências
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