Inovação no âmbito universitário: uma análise em instituição de educação superior
Innovation in the university scope: an analysis in a higher education institution
DOI:
https://doi.org/10.34140/bjbv5n2-018Palavras-chave:
Sistemas Complexos, Inovação, IESResumo
O artigo aborda uma temática de considerável relevância no cenário do desenvolvimento mundial, que é o papel das universidades para o desenvolvimento da Inovação. Entre os pilares que compõe a inovação e impulsionam o crescimento das economias em todos os países, está à educação superior, que atua como o motor fundamental para este desenvolvimento. Neste sentido este artigo visa analisar como as práticas de gestão da inovação são percebidas pelos dirigentes e professores de uma Instituição privada de Ensino Superior do Oeste do Paraná, assim como avaliar os processos de inovação e os resultados obtidos. Para tanto, realizou-se um estudo de caso de natureza descritiva e abordagem qualitativa, por meio de um roteiro de entrevista semiestruturado. Os resultados evidenciam que as práticas utilizadas pela IES em estudo estão relacionadas com as políticas de sustentabilidade, planejamento, avaliação institucional, reestruturação da matriz curricular e projetos de extensão (universidade/empresa). A utilização de redes sociais, a melhoraria realizada no sistema eletrônico de informação são práticas de gestão da inovação. As conclusões revelam que a inovação é resultado da troca de experiências, do aprendizado coletivo e do trabalho em equipe, daí se da à importância de ambientes propícios onde às pessoas possam trocar informações de maneira constante.
Referências
AMARAL, Luís Pedro; MARTINS, Nelson; GOUVEIA, Joaquim Borges. Quest for a Sustainable University: a review. International Journal of Sustainability in Higher Education, v. 16, n. 2, 2015.
ANSOFF, H. I. Administração Estratégica. Administração Estratégica Editora Atlas. 1993.
ANTONACOPOULOU, Elena; CHIVA, Ricardo. The Social Complexity of Organizational Learning: The Dynamics of Learning. Management Learning, v. 38, n. 3, p. 277-295. 2007.
AXELROD, R.; COHEN, M. Harnessing Complexity: organizational implications of a scientific frontier. The Free Press: New York, 2000.
BALDRIDGE, J. Vitor et al. Estructuración de políticas e liderazgo efectivo en la educación superior. México: Noema, 1982.
BALDRIDGE, J. V. Organizational characteristics of colleges and universities. In: BALDRIDGE, J. V. e DEAL, T. The dynamics of organizational change in educations. California: McCutchan Publishing Corporation, 1983.
BARBIERI, José Carlos. Organizações inovadoras: estudos e casos brasileiros. 2 ed. ver. atual. Rio de Janeiro: Editora FGV. 2004.
CRESWELL, J. W.. Planning, conducting, and evaluating quantitative and qualitative Research (4th ed.). Boston, MA: Pearson. 2012.
COHEN, M.; MARCH, J. Leadership and Ambiguity: the American College President. 2.ed. Boston: Harvard Business School Press, 1974.
DELORS , Jacques et al. Educação: um tesouro a descobrir; 3ª ed. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: MEC:UNESCO,1999.
EAGAR, Rick; VAN OENE, Frederik; BOULTON, Charles; ROOS, Daniel; DEKEYSER, Cindy. The future of innovation management: the next 10 years. Prism. 2011.
ECHTERNACHT, Tiago Henrique de Souza. A inovação e a gestão do conhecimento como suporte ao processo estratégico na administração pública municipal: um estudo comparativo de casos no Brasil e em Portugal. Tese (doutorado). 300 fl.- Programa de Pós-Graduação em Administração. Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Curitiba, 2015.
EISENHARDT, K.M. Building theories from case study research, Academy of Management Review, Vol. 14, No. 4, pp. 532-550.1989.
ETZIONI, Amitai. Organizações Modernas. 2 a ed. Tradução de Míriam L. Moreira Leite. São Paulo: Pioneira, 1972.
______. Organizações modernas. 7. ed. São Paulo: Pioneira, 1984.
GODOY, A. Pesquisa qualitativa - tipos fundamentais. Revista de Administração de Empresas, v. 35, n. 3, p. 20-29, 1995.
HARTLEY, Jean; SORENSEN, Eva; TORFING, Jacob. Collaborative innovation: a viable alternative to market competition and organizational entrepreneurship. Public Administration Review. Vol. 73, Iss. 6, pp. 821–830. 2013.
HATCH, Mary Jo. Organizations: a very short introduction. New York : Oxford University Press, 2011.
HERNÁNDEZ, F. Cultura Visual, mudança educativa e projeto de trabalho. Porto Alegre: Artmed, 2000.
KOTSEMIR, Maxim; MEISSNER, Dirk. Conceptualizing the innovation process – trends and outlook. National Research University Higher School of Economics. 2013.
LOZANO, Rodrigo et al. A review of commitment and implementation of sustainable development in higher education: results from a worldwide survey. Journal of Cleaner Production, 2014.
LUDKE, Menga e ANDRÉ, Marli E. D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.
MBC – Movimento brasil competitivo. Mobilizar para inovar: kit metodológico para a inovação empresarial. Brasilia, 2008.
McDANIEL, R., Jr., & DRIEBE, D. J. Uncertainty and surprise in complex systems. Springer Verlag Heidelberg, 2005.
McDANIEL, R. Jr. Management Strategies for Complex Adaptive Systems: Sensemaking, Learning, and Improvisation. Performance Improvement Quarterly, 20, (2), 21-42. 2007.
MEYER JR. V.; MUGNOL, G.. competição e estratégia no contexto das instituições de ensino superior privadas. Revista Diálogo Educacional, Curitiba, v. 4, n.11, p. 153-165, jan./abr. 2004. Disponível em: < www2.pucpr.br/reol/index.php/dialogo?dd99=pdf&dd1=635>. Acesso: 27 de Jan. de 2018.
MEYER JR, V. A prática da administração universitária: contribuições para a teoria. Revista Universidade em Debate. 2(1), p. 12-26, 2014.
MANNING, P.; CULLUM-SWAN, B. Narrative, content, and semiotic analysis. In: DENZIN, N.; LINCOLN, Y. (ed.). Handbook of qualitative research. California: Sage, p. 463-477, 1994.
MURO, Paulo; MEYER JR., Victor. Organizações Complexas e Confiabilidade Organizacional: Reflexões Sobre As Hro – High Reliability Organizations. Revista de Negócios, ISSN 1980-4431, Blumenau, v16, n.2, p.86 – 98, Abril/Junho 2011. Disponível em: < file:///D:/UDC/Meus%20Documentos/Downloads/2277-8734-2-PB%20(3).pdf>. Acesso em: 19 de Jan. de 2018.
TIDD, Joseph; BESSANT, Jr.; PAVITT, Keith. Managing innovation: integrating technological, market and organizational Managing innovation: integrating technological, market and organizational change. 3 change rd. ed. Hoboke: John Wiley & Sons, 2005.
REVISTA ENSINO SUPERIOR. Investir em Rh é caminho eficaz para uma IES bem-sucedida. n. 91, 2008.
SCHUMPETER, J. A Teoria do Desenvolvimento Econômico. São Paulo: Abril Cultural, 1982. Ed. orig. 1912.
______. Capitalismo, Socialismo e Democracia. Rio de Janeiro: Zahar, 1984. .Ed. orig. 1942.
SENHORAS, Elói Martins. Estruturas de gestão estratégica da inovação em universidades brasileiras / Boa Vista: Editora da UFRR, 2012. 153 p. Disponível em: < http://docplayer.com.br/19695929-Estruturas-de-gestao-estrategica-da-inovacao-em-universidades-brasileiras.html>. Acesso: 09 de Dez. de 2017.
STACEY, R. Complexity and creativity in organizations. San Francisco: BerrettKoehler, 1996.
STACEY, R. D.; GRIFFIN, D.; Shaw, P. Complexity and management: fad or radical challenge to systems thinking? New York: Routledge. 2000.
STAKE. R. E. Case studies. In: DENZIN, N. K.; LINCOLN, Y. S. (ed.) Handbook of qualitative research. London: Sage, 2000. p. 435-454.
STEIBER, Annika; ALÄNGE, Sverker. Organizational innovation: a comprehensive model for catalyzing organizational development and change in a rapidly changing world. Triple Helix. Vol.2 – Cap.9. Gothenburg: Suíça, 2015.
WEICK, K. E. Educational organization as loosely coupled systems. Administrative Science Quarterly, n. 21, p. 1-19, 1976.
WOODS, Tim. Using the Ten Types of Innovation Framework. Hipeinnovation. 2015.
YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 4. ed. Porto Alegre: Bookman. 2010.
