Análise espacial da volumetria de virola em floresta extrativista no município de Castanhal, Pará - Brasil
Spacial analyses of virola volumetry in extractive forest in the municipality of Castanhal, Pará state - Brazil
DOI:
https://doi.org/10.34140/bjbv5n1-048Palavras-chave:
várzea, manejo florestal, estrutura florestalResumo
As florestas de várzeas do estuário amazônico são importantes fontes econômicas para famílias extrativistas, assim sendo, objetivou-se aqui conhecer o estado volumétrico da espécie madeireira virola em área extrativista de várzea. O estudo foi realizado na comunidade Boa Vista, Castanhal, Pará, utilizando-se 1,3 ha distribuídos em diversas parcelas de 10 m x 50 m em 6 áreas; coletou-se das árvores de virola o diâmetro a altura do peito ≥ 10 cm e estimou-se a altura comercial até a parte aproveitável do tronco, perguntas semiestruturadas foram realizadas aos extrativistas, o cálculo volumétrico foi feito a partir da fórmula geométrica e os mapas de espacialização volumétrica feitos a partir do modelo Kernel. Os resultados mostraram deficiência do número de árvores nas classes iniciais de diâmetro e que a densidade volumétrica de Kernel é mais bem representada na área 1. O extrativismo madeireiro não orientado nas bases técnicas do manejo florestal contribui para além da perda da diversidade como compromete quantitativamente os estoques remanescentes.
Referências
BONA, D.A.O de. et. al. Receita/custo da atividade de exploração florestal em um plano de manejo florestal sustentável na Amazônia – estudo de caso. Revista Nativa, Sinop, v.3, n.1, p. 50 – 55, jan./mar. 2015.
GAMA, J.R.V. et al. Comparação entre floresta de várzea e de terra firme do estado do Pará. Revista Árvore, Viçosa – MG, v. 29, n.4, p. 607 – 616. 2005.
HOMMA, A.K.O. Extrativismo vegetal ou Plantio: qual a opção viável para a Amazônia? Revista Estudos Avançados 26 (74). p. 167 – 186. 2012.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Manual técnico da vegetação brasileira. 2 ed. Rio de Janeiro. 2012.
LIMA, R.R; TOURINHO, M.M.; COSTA, J.P.C. Várzeas flúvio-marinhas da Amazônia brasileira: características e possibilidades agropecuárias. Belém: FCAP. Serviço de documentação e informação. 2 ed. 2001. 342 p.
PINHEIRO, C.A.O.; SENNA, V. de. Previsão de preços de commodities agrícolas através do modelo de análise espectral singular multivariada. Brazilian Journal of Business, Curitiba, v. 5, n. 1, p. 677 – 692, jan./mar. 2023.
QUEIROZ, J.A.L. et. al. Estrutura e dinâmica de floresta de várzea no estuário amazônico no estado do Amapá. Revista Floresta, Curitiba, PR, vol. 37, n.3, set/dez. 2007.
QUEIROZ, J.A.L. de. Estrutura e dinâmica em uma floresta de várzea do rio Amazonas no estado do Amapá. 2008. <http://www.acervodigital.ufpr.br/handle/1884/13768>. Acesso em: 02 nov. 2017.
SANTOS, G.C. Sistemas naturais e sistemas sociais na produção extrativista de várzea no município de Santa Bárbara do Pará, estado do Pará, Brasil. Tese de Doutorado. Universidade Federal Rural da Amazônia. 2012. 123 p.
SANTOS, E.S. et. al. Estrutura da espécie Virola surinamensis (Rol.) Ward. Na floresta estadual do Amapá – FLOTA/AP. Revista de Biologia e Ciência da Terra, vol. 13, n.1, p. 48 – 61. 2013.
SANTOS, et. al. Fitossociologia e práticas de manejo tradicional em uma floresta de várzea em Santa Bárbara do Pará, estado do Pará, Brasil. Revista. Cienc. Agrar., v. 57, n. 2, p. 138 – 145. Abr./Jun. 2014.
SUPERINTENDENCIA PARA O DESENVOLVIMENTO DA AMAZÔNIA -SUDAM. Diagnóstico de recursos naturais da área: Programa Guamá – Acará – Moju. I. Solos e aptidão agrícolas das terras. Belém: SUDAM/OEA, 1988. 197 p.
VALENTE, M.A. et al. Solos e avaliação da aptidão agrícola das terras do município de Castanhal, estado do Pará. Belém. EMBRAPA. 2001. 29 p.
