Os desafios para a inserção dos jovens no mercado de trabalho em Santa Catarina: uma perspectiva para as carreiras tradicionalmente industriais
Challenges for young people insertion into labor market in Santa Catarina: a perspective for traditionally industrial careers
DOI:
https://doi.org/10.34140/bjbv4n4-065Palavras-chave:
Jovens, Indústria, Mercado de trabalho, TendênciasResumo
A inserção dos jovens no mercado de trabalho catarinense é um dos desafios que precisam ser superados para que o estado cresça e se torne mais competitivo. As informações levantadas na Carta da Indústria de Santa Catarina mostram que mais de 38% dos empresários entendem que o desinteresse das novas gerações em trabalhar na indústria é o segundo maior desafio enfrentado pela economia do estado. No contexto brasileiro, os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) apontam que 23% dos jovens entre 15 e 29 anos de idade não trabalhavam nem estudavam ou se qualificavam. Em Santa Catarina, a proporção de jovens nessa situação é de 14,3% em 2017. Diante dessa problemática, em que há uma força de trabalho potencial oriunda da quantidade de jovens que não estudam, não trabalham e não se qualificam, o objetivo deste artigo é analisar o cenário econômico catarinense, buscando entender porque esses jovens não se sentem atraídos pelos benefícios que a qualificação e a formalização do emprego são capazes de fornecer. A metodologia adotada neste artigo é de natureza teórico-empírica e do tipo exploratória-descritiva, com abordagem longitudinal, e consiste em levantamento e análise descritiva dos dados obtidos junto ao Ministério do Trabalho e Emprego. Além disso, serão observadas as tendências globais de profissões futuras para os jovens. A análise dos dados mostra que a indústria de Santa Catarina é a terceira no ranking dos maiores salários pagos aos jovens, e que a automatização das tarefas do mercado de trabalho se configura como uma ameaça ao ingresso do jovem na indústria. Há uma tendência na redução de números de jovens, e eles devem diminuir não apenas na indústria, mas nos setores como um todo. Entretanto, apesar desse envelhecimento populacional, as novas gerações demandam mudanças. É necessário que haja uma reestruturação dos conhecimentos laborais para comportar esse contingente no mercado de trabalho por mais tempo.
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