Finanças comportamentais: um estudo sobre ilusões cognitivas em estudantes universitários
Behavioral finance: cognitive illusions in university students study
DOI:
https://doi.org/10.34140/bjbv4n4-028Palavras-chave:
Finanças Comportamentais, Efeito Certeza, Efeito Reflexo, Status Quo, Custo IrrecuperávelResumo
Em Finanças Comportamentais sabe-se que a utilização de heurísticas em processos de tomada decisão permitem a simplificação destes processos, porém com o risco de vieses decisórios (ilusões cognitivas) que levam a decisões não completamente racionais. Compreender o mecanismo das ilusões cognitivas assim como fatores que levam a sua ocorrência possibilitará o desenvolvimento de técnicas que auxiliem as pessoas a evitarem tomar decisões equivocadas que muitas vezes trazem resultados negativos pessoais e sociais. Neste estudo verificou-se a existência de ilusões cognitivas - efeitos certeza, reflexo, status quo e custo recuperável - em decisões financeiras de estudantes do Centro de Ciências da Administração e Sócio Econômicas - UDESC e se estas tinham alguma associação significativa com variáveis pessoais: curso do aluno (Administração, Administração Pública e Ciências Econômicas), gênero, estar ou não no mercado de trabalho, grau de integralização do curso (fase) e renda familiar. Utilizou-se um questionário com perguntas de caráter pessoal e questões de tomadas de decisão financeira. A amostra continha 337 respostas válidas de um universo de 1.207 alunos matriculados. As análises possuem caráter exploratório e inferencial com relação a associações e correlações, não sendo possível fazer inferências causais apenas com base nos resultados. Confirmou-se integralmente a presença dos efeitos certeza, no qual os indivíduos possuem aversão ao risco no campo dos ganhos, e reflexo, no qual existe a propensão ao risco, no campo das perdas, e parcialmente do status quo, em que as pessoas preferem manter uma situação existente a mudar para outra mesmo que esta seja mais vantajosa, e do custo irrecuperável onde os indivíduos tendem a não desistir de um valor gasto, mesmo não sendo uma boa escolha. Observou-se, de modo geral, através do teste qui-quadrado, que as variáveis pessoais (curso, gênero, trabalho, fase e renda) não apresentam associações significativa com as ilusões cognitivas analisadas.
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