Estudo exploratório sobre âncoras de carreira dos militares contratados do exército português. Bases teóricas e evidências empíricas / An exploratory study on career anchors of contract military personnel in the portuguese army. Theoretical bases and empirical evidence
DOI:
https://doi.org/10.34140/bjbv3n1-045Palavras-chave:
âncoras de carreira, carreira externa, carreira interna, orientações de carreira, militar contratado.Resumo
Este artigo tem como objetivo discutir as orientações de carreira dos militares voluntários e contratados do Exército Português. Revisitam-se os conceitos de carreira externa e carreira interna, bem como de âncoras de carreira e, a partir de uma perspetiva, normativa e empírica, explora-se a identificação das âncoras de carreira como determinante do ingresso no Exército e da duração do vínculo contratual. A investigação, que recorre a dados documentais e empíricos, obtidos de uma amostra de 2474 militares do Exército Português, apoia-se numa estratégia quantitativa desenvolvida no contexto da prova e no contexto da descoberta. Os resultados permitem justificar a existência de uma âncora de carreira principal, “Estilo de Vida”, e outras secundárias (“Estabilidade / Segurança”, “Competência Técnica / Funcional”, “Serviço e Dedicação a uma Causa” e “Desafio Puro”) que, conjugadamente, concorrem para a definição de um perfil de carreira tipo do militar contratado do Exército Português.
Referências
American Psychological Association (2010). Publication manual of the American Psychological Association (6th Ed.). Washington, DC: APA.
Arthur, M. B., & Rousseau, D. M. (1996). The boundaryless career: a new employment principle for a new organizational era. New York: Oxford, University Press.
Assembleia da República (1997). Aprova a Quarta Revisão Constitucional da Lei Constitucional (Lei n.º 1/97, de 20 de setembro). Lisboa: Diário da República.
Assembleia da República (1999). Aprova a Lei do Serviço Militar (Lei n.º 174/1999, de 21 de setembro). Lisboa: Diário da República. Disponível em: https://dre.pt/pesquisa/-/search/558204/details/maximized.
Baruch, Y. (2004). Transforming Careers: from linear to multidirectional career paths. Organizational and individual perspectives. Career Development International, 9 (1), 58-73.
Batista, M. & Ribeiro, R. (2018). Estudo 7 – Carreira Militar – Motivações e expetativas dos militares do regime de Contrato. In L. Santos, M. Sarmento & C. Fachada. (Coords.). Prestação de serviço militar em Regime de Contrato nas Forças Armadas Portuguesas. Dificuldades e desafios num contexto em transformação. Coleção “ARES”, 22 (pp. 289-316). Lisboa: Instituto Universitário Militar.
Bragança, N. & Santos, L. (2018). Estudo 2 – Desafios do recrutamento para o futuro em relação aos cidadãos para a prestação de serviço militar nos regimes de voluntariado e de contrato das Forças Armadas portuguesas. In L. Santos, M. Sarmento & C. Fachada (Coord.). Prestação de serviço militar em regime de contrato nas Forças Armadas portuguesas. Dificuldades e desafios num contexto em transformação. Coleção “ARES”, 22 (pp. 53-103). Pedrouços: Instituto Universitário Militar.
Branco, A. & Santos, N. (2018). Estudo 3 – Predisposição para ingresso nas Forças Armadas: Um estudo sobre ações de recrutamento dirigido. In L. Santos, M. Sarmento & C. Fachada. (Coords.). Prestação de serviço militar em Regime de Contrato nas Forças Armadas Portuguesas. Dificuldades e desafios num contexto em transformação. Coleção “ARES”, 22 (pp. 105-156). Lisboa: Instituto Universitário Militar.
Bryman, A. (2012). Social Research Methods (4.ª ed.). Oxford: Oxford University Press.
Centro de Psicologia Aplicada do Exército (2016). Análise Sumária relativa às Desistências na Formação e Retenção de Efetivos. Lisboa: Exército Português.
Chanlat, J. F. (1995). Quais carreiras e para qual sociedade? RAE – Revista de Administração de Empresas. São Paulo, 35 (6), 67-75, novembro/dezembro.
Creswell, J. W. (2013). Qualitative Inquiry & Research Design: Choosing Among Five Approaches (3.th ed). Los Angeles, CA: Sage.
Cunha, F. & Costa, P. (2018). Estudo 3 – Quadro de Incentivos à prestação do serviço militar como estímulo ao recrutamento e à retenção. In: L. Santos, M. Sarmento & C. Fachada. (Coords.). Prestação de serviço militar em Regime de Contrato nas Forças Armadas Portuguesas. Dificuldades e desafios num contexto em transformação. Coleção “ARES”, 22 (pp. 193-238). Lisboa: Instituto Universitário Militar.
Currie, G., Tempest, S., & Starkey, K. (2006). New Careers for old? Organizational and individual responses to changing boundaries. International Journal of Human Resource Management, 17, 755-774.
Denzin, N., Lincoln, Y. (Eds). (2013). Colleting and Interpreting Qualitative Materials (4.ª ed.). Los Angeles: Sage Publications.
Derr, C. (1979). More on career anchor concepts: the case of U. S. Naval officers. Monterey, California: The Naval Postgraduate School
Derr, C. (1986). Five definitions of career success: implications for relationships. Applied Psychology, 35 (3), 415-435.
Direção Geral de Pessoal e Recrutamento Militar (2012). Estudo das razões de saída do RV/RC nas Forças Armadas. Lisboa: Ministério da Defesa Nacional.
Direção Geral de Recursos da Defesa Nacional (2017). Estudo da Caraterização Sociodemográfica e da Satisfação Organizacional dos militares do Regime de Voluntariado e de Contrato dos três ramos das Forças Armadas. Coordenação científica da Professora Doutora Helena Carreiras. Lisboa: Ministério da Defesa Nacional. (Documento de acesso restrito).
Dutra, J. S. & Albuquerque, L. (2009). Âncoras de Carreira – Extraído de Career Anchors de Edgar H. Schein. Adaptado para Administração de Recursos Humanos. São Paulo: FEA-USP.
Dutra, J. S. (2012). Administração de Carreiras – Uma Proposta para Repensar a Gestão de Pessoas. São Paulo: Atlas.
Governo de Portugal (2000a). Aprova o Regulamento da Lei do Serviço Militar (Decreto-Lei n.º 289/2000, de 14 de novembro, alterado pelo Decreto-Lei n.º 52/2009, de 2 de março). Lisboa: Diário da República. Disponível em: https://dre.pt/application/dir/pdf1sdip/2000/11/263A00/64256438.pdf.
Governo de Portugal (2000b). Aprova o Regulamento de Incentivos à Prestação de Serviço em RV/RC (Decreto-Lei n.º 320-A/2000, de 15 de dezembro, alterado pelo Decreto-Lei n.º 118/2004 de 21 de maio e pelo Decreto-Lei n.º 320/2007 de 27 de setembro). Lisboa: Diário da República. Disponível em: https://dre.pt/application/dir/pdf1sdip/2000/12/288A01/00020011.pdf.
Governo de Portugal (2010). Aprova o regime de contrato especial para prestação de serviço militar (Decreto-Lei n.º 130/2010 de 14 de dezembro). Ministério da Defesa Nacional. Lisboa: Diário da República.
Governo de Portugal (2015a). Altera o Decreto-Lei n.º 130/2010 de 14 de dezembro que aprova o regime de contrato especial para prestação de serviço militar (Decreto -Lei n.º 147/2015, de 3 de agosto). Lisboa: Diário da República.
Governo de Portugal (2015b). Aprova o Estatuto dos Militares das Forças Armadas (Decreto-Lei n.º 90/2015, de 29 de maio). Lisboa: Diário da República. Disponível em: http://www.emgfa.pt/documents/cqw3zjnhvg4s.pdf.
Governo de Portugal (2018a). Procede à segunda alteração do Decreto-Lei n.º 130/2010 de 14 de dezembro que aprova o regime de contrato especial para prestação de serviço militar (Decreto-Lei n.º 75/2018 de 11 de outubro). Lisboa: Diário da República.
Governo de Portugal (2018b). Estabelece o regime de atribuição de incentivos aos cidadãos que prestem ou tenham prestado serviço militar nos regimes de contrato (RC), de contrato especial (RCE) ou de voluntariado (RV) nas Forças Armadas (Decreto-Lei n.º 76/2018 de 11 de outubro). Lisboa: Diário da República.
Guerra, I. C. (2006). Pesquisa Qualitativa e Análise de Conteúdo: Sentidos e Formas de Uso. Parede: Principia.
Hall, D. T. (2002). Careers in and out of organization. London: Sage.
Martins, H. T. (2010). Gestão de Carreiras na Era do Conhecimento. Rio de Janeiro: Qualitymark.
Rego, A., Cunha, M., Gomes, J., Cunha, R., Cabral-Cardoso, C., & Marques, C., (2015). Manual de Gestão de Pessoas e do Capital Humano (3.ª ed.). Coleção “Gestão”. Lisboa: Edições Sílabo, Lda.
Rijo, F., Marreiros, J., Mairos, J., & Paquete, O. (2018). A Retenção dos Militares nas Forças Armadas. Revista de Ciências Militares, maio, VI (1), 333-356. Disponível em: https://www.ium.pt/cisdi/index.php/pt/publicacoes/revista-de-ciencias-militares [Consult. em 9 de outubro de 2018].
Rousseau, D. M. (1989). Psychological and Implied Contrats. Employee Responsibilities and Rights Journal, 2(2), 121-139.
Rousseau, D. M. (1995). Psychological contrats in organizations: understanding written and unwritten agreements. Thousand Oaks: Sage.
RTO/NATO (2007). Recruiting and retention of military personnel: final report of Research Task Group HFM-107 = Recrutement et rétention du personnel militaire. NATO Research & Technology Organisation.
Santos, L. & Sarmento, M. (2018a). Estudo 1 – Evolução do modelo de prestação de serviço militar nas forças armadas portuguesas em regime de contrato. Análise crítica e formas de intervenção. In: L. Santos, M. Sarmento, C. Fachada (Coord.). Prestação de serviço militar em regime de contrato nas Forças Armadas portuguesas. Dificuldades e desafios num contexto em transformação. Coleção “ARES”, 22 (pp. 19-51). Pedrouços: Instituto Universitário Militar.
Santos, L. & Sarmento, M. (2018b). Prestação de serviço militar contratado nas Forças Armadas Portuguesas. Análise crítica do modelo atual. Comunicação apresentada no 3rd International Symposium On Command And Leadership, Academia Militar. Lisboa, 16 de fevereiro de 2018.
Santos, L. & Sarmento, M. (2018c). The Military Contract Service Model of the Portuguese Armed Forces. Critical Review and Intervention Measures. In: Rocha Á., Guarda T. (Eds.) Developments and Advances in Defense and Security. MICRADS 2018. Smart Innovation, Systems and Technologies, Vol. 94 [E-book], (pp. 195-207). Springer, Cham. (Published by Springer in a book of SIST series. Indexed by SCOPUS). Available at: https://link.springer.com/chapter/10.1007/978-3-319-78605-6_16 [Consult. em 25 de outubro de 2018].
Santos, L. (2015). Reflexões decorrentes da prestação do serviço militar em regime de contrato nas forças armadas portuguesas: Perspetiva funcional e perspetiva social e de cidadania. Revista de Ciências Militares. III (1), 297-329. [Online] Disponível em: https://cidium.ium.pt/docs/artigos/Artigo_123.pdf. (Revista indexada à SciELO). [Consult. em 25 de outubro de 2018].
Schein, E. H. (1978). Career dynamics: matching individual and organizational needs. California: Addison-Wesley.
Schein, E. H. (1990). Career Anchors: discovering your real values. San Diego: Pfeiffer & Company, University Associates.
Schein, E. H. (1993). Identidade profissional: como ajustar suas inclinações a suas opções de trabalho. São Paulo: Nobel.
Schein, E. H. (1996). Identidade Profissional: como ajustar suas inclinações e opções de trabalho. São Paulo: Nobel.
Schein, E. H. & Van Maanen, J. (2016). Career anchors and job/role planning. Organizational Dynamics. Disponível em: http://dx.doi.org/ 10.1016/j.orgdyn.2016.07.002.
Van de Ven, C. (2007). The Psychological Contract: A Big Deal! (Chapter 3E). In Recruiting and Retention of Military Personnel, Literature Reviews for Selected Recruitment and Retention Topic 3-1 Areas (pp. 3E1-19). Paris: Research and Technology NATO. Disponível em: <https://www.nato.int/issues/women_nato/Recruiting%20&%20Retention%20of%20Mil%20Personnel.pdf>.
Yin, K. R. (2014). Case Study Research - Design and Methods (5ª ed.) Los Angeles: Sage Publications.
