Utilização de recursos tecnológicos por enfermeiro: desenvolvimento de um protótipo de acionamento de ambulância para portador de deficiência auditiva / Use of technological resources by nurses: development of an ambulance activation prototype for hearing disabilities
DOI:
https://doi.org/10.34140/bjbv2n2-028Palavras-chave:
Aplicativos móveis, Assistência à Saúde, Serviços Médicos de Emergência.Resumo
O acionamento ao serviço de atendimento móvel de urgência (SAMU) de Minas Gerais é realizado exclusivamente pelo telefone, evidenciando limitações de acesso a portadores de necessidades especiais do tipo surdo/mudo, resultando em aumento do tempo de deslocamento das ambulâncias ou até mesmo impossibilitando o envio por inabilidade técnica de comunicação ocasionando retardo no socorro ou até mesmo a morte da vítima. As inovações tecnológicas migram para caminhos que buscam simplificar rotinas costumeiras, possibilitando comodidade e exequibilidade ágil. Entretanto, essa tendência evolutiva desenvolve novos significados quando a pessoa em questão é portadora de necessidades especiais, e que não busca um amparo tecnológico como maneira de facilitar atividade rotineira, mas sim, como uma alternativa para a execução de coisas que para outros são simples, como efetuar uma ligação. Esse aplicativo pode ser utilizado pela população que se caracterizam como surdo e mudo, passando a ser uma ferramenta alternativa de tecnologia assistiva, conferindo aos usuários o direito preservado de gozarem da oportunidade de salvar vidas. Trata-se de pesquisa aplicada de elaboração tecnológica objetivando o desenvolvimento de um protótipo de tecnologia assistiva como ferramenta de inclusão da pessoa portadora de necessidades especiais (surdo e mudo) ao acionamento de ambulância no serviço de urgência e emergência. É possível concluir que na fase de elicitação dos requisitos, a prototipagem mostrou-se satisfatória, interfaceando a compreensão das necessidades dos usuários, assim como se mostrando a melhor forma de acionar o serviço de urgência de forma remota pelos indivíduos surdo/mudo.
Referências
ALAVARCE, D.C.; PIERIN, A.M.G. Elaboração de uma hipermídia educacional para o ensino do procedimento de medida da pressão arterial. Rev esc enferm USP;45(4): 939-44, 2011.
ANDROID. Android Developers. 2013. Disponível em: <https://goo.gl/exIsl2>. Acesso em: 12 Jul 2016.
BARBOSA, S.D.J.; SILVA, B.S. Interação humano-computador. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.
BARBOSA, Dhyego Ferreira. Projeto de um aplicativo para conscientização ambientale descarte de lixo eletrônico. 2018. 65f.
BERKUN, S. The Art of UI Prototyping. Novembro de 2000. Disponível em:
<https://goo.gl/2xfub0> Acesso em: 23 Out. 2016.
BRASIL. Ministério da Saúde (MS). Política nacional de atenção às urgências. Brasília: Ministério da Saúde, 2003.
CATALAN, V.M.C.; SILVEIRA, D.F; NEUTZLING, A.L.; MARTINATO, L.H.M.;
BORGES, G.C.M. Sistema NAS: Nursing Activities Score em tecnologia móvel Rev Esc Enferm USP, v. 45, n. 6, p. 1419-26, 2011.
Curso de especialização profissional de nível técnico em enfermagem. Atuando em eventos com múltiplas vítimas. In: livro do aluno: urgência e emergência. 1. ed., São Paulo: Fundap, 2010, pp. 208-213.
COOK, A. M., & POLGAR, J. M. (2015). Assistive technologies: principals and practice. St. Louis, Missouri: Mosby.
CVINTAL, V.; PERESTRELO, V.B.; HARADA, R.M.; AKERMAN, M. Telefone celular:
domínio ou incógnita médica? ArqMed ABC. 2006;31(2):61-6.
DONABEDIAN, A. The epidemiology of quality. Inquiry, p. 282-292, 1985. Disponível em: <https://goo.gl/mHWXBf>. Acesso em: 02 Nov 2016.
FALKEMBACH, G.A.M. Concepção e desenvolvimento de material educativo digital.
Renote- Rev Novas Tecnol Educ. 2005.
FISCHER, C.S. America calling: A social history of the telephone to 1940. Berkeley: University of California Press, 1992.
FONSECA, L.M.M; TSAI, M.L.; DIAS, D.M.V.; SCOCHI, C.G.S.; FERNANDES, A.M.;
MARTINS, J.C.A.; RODRIGUES, M.A. Design emocional e as suas contribuições para a tecnologia educacional digital na saúde e na enfermagem: revisão integrativa. Rev. Enf. Ref., Coimbra , v. serIV, n. 6, p. 141-149, set. 2015.
FREITAS, L.V.; TELES, L.M.R.; LIMA, T.M. Exame físico no pré-natal: construção e validação de hipermídia educativa para a Enfermagem. Acta paul enferm. 2012; 25(4):581-8.
GALVAO, E.C.F.; PUSCHEL, V.A.A. Aplicativo multimídia em plataforma móvel para o ensino da mensuração da pressão venosa central. Rev. esc. enferm. USP 2012, vol.46, n. spe, pp. 107-115.
Gatjens LFA. Entrevista. [artigo da Internet]. 2009 jan 30 [acessado 2020 Abril 03]. Disponível em: http://www.planetaeducação.com.br/novo/ artigo.asp?artigo=1385
GÓES, F.S.; FONSECA, L.M.; FURTADO, M.C.; LEITE, A.M.; SCOCHI, C.G.
Evaluation of the virtual learning object “Diagnostic reasoning in nursing applied to preterm newborns. Rev Latinoam Enferm. 2011;19(4):894-901.
GOMEZ, D.; HAAS, B.; AHMED, N.; TIEN, H.; NATHENS, A. Disaster preparedness
of Canadian trauma centres: the perspective of medical directors of trauma. Can J Surg. 2011; 54(1):9-16.
GONÇALVES, V.C.S. Organização hospitalar em situações de catástrofe. In: MALAGUTI, W.; MARTINS, J.C.A.; Organizadores. Catástrofes: atuação multidisciplinar em emergências. 1. ed., São Paulo: Martinari, 2011, pp. 249-264.
GONSAGA, R.A.T.; SILVA, E.M.; BRUGUGNOLLI, I.D.; CABRAL, J.L.; THOMÉ
NETO, O. Padrão e necessidades de atendimento pré-hospitalar a idosos. Rev. bras. geriatr. gerontol., Rio de Janeiro, v.18, n.1, p.19-28, Mar. 2015.
GUBERT, F.A.; SANTOS, A.C.L.; ARAGÃO, K.A.; PEREIRA, D.C.R.; VIEIRA,
N.F.C.; PINHEIRO, P.N.C. Tecnologias educativas no contexto escolar: estratégia de educação em saúde em escola pública de Fortaleza-CE. Rev Eletr Enferm 2009; 11 (1):165-72.
HAM, C.; PARKER, H.; SINGH, D.; WADE, E. Getting the basics rights: final reports on the care closer to home, making the shift programme. University of Birmingham, 2007.
HOLANDA, V.R.; PINHEIRO, A.K.B. Desenvolvimento de um sistema hipermídia para o ensino interativo das doenças sexualmente transmissíveis. Rev enferm UFPE online., Recife, 9(supl. 2):781-9, fev., 2015
IBAÑEZ, N. Os hospitais e a Rede de Atenção às Urgências e Emergências: desafios. Rev Conselho Nacional Secretarios Saude. 2013,vol.3 n.7, pp. 39–43.
KAHN, C.A.; SCHULTZ, C.H.; MILLER, K.T.; ANDERSON, C.L. Does START triage
work? An outcomes assessment after a disaster. Ann Emerg Med. 2009;54(3):424- 30.
KOSCIANSKI, A. et al. Guia para utilização das normas sobre avaliação de qualidade de produto de software – ISSO/IEC 9126 e ISSO/IEC 14598. Comissão de Estudos de Qualidade de Software. Curitiba-PR, 1999.
LEMOS, A. Cidade e mobilidade. Telefones celulares, funções pós-massivas e territórios informacionais. Rev. MATRIZes. 2007, vol.01, n.1, pp. 121-137.
LIMA, A.G.; TORO, I.F.C.; TINCANI, A.J.; BARRETO, G. A drenagem pleural pré-
hospitalar: apresentação de mecanismo de válvula unidirecional. Rev Col Bras Cir. 2006;33(2):101-6.
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios:Deficientes auditivos 2016. Minas Gerais, 2016.
INTERAMINENSE, I.N.C.S. tecnologias educativas para promoção da vacinação contra o papilomavírus humano: revisão integrativa da literatura. Texto contexto - enferm., Florianópolis , v. 25, n. 2, 2016.
MACHADO, C.V.; SALVADOR, F.G.F.; O’DWYER, G. Serviço de Atendimento Móvel de Urgência: Análise da política brasileira. Revista de Saude Publica, v. 45, n. 3, p. 519–528, 2011.
MALTA, C.M.; SILVA, M.M.A.; ALBUQUERQUE, G.M.; LIMA, C.M.; CAVALCANTE,
T.; JAIME, P.C.; SILVA JÚNIOR, J.B. A implementação das prioridades da Política Nacional de Promoção da Saúde um balanço 2006 a 2014. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro , v. 19, n. 11, p. 4301-4312, Nov. 2014 .
MARIN, H.F.M.; CUNHA, I.C.K. O. Perspectivas atuais da Informática em Enfermagem. Rev. bras. enferm, v. 59, n. 3, p. 354-7, 2006.
MELO, C.L.; MACHADO, B.C.A.; ALEXANDRE, Z.L. Características e limitações do método start no atendimento pré-hospitalar: revisão integrativa. Rev enferm ufpe online., recife, 8(supl. 1):2413-21, jul., 2014.
MENDES, E.V. As Redes de Atenção à Saúde. 2. ed. Brasília: Oganização Pan- Americana da Saúde; 2011. Disponível em: <https://goo.gl/Q8v7Eh> Acesso em: 18 Out. 2016.
MINAYO, M.C.S.; DESLANDES, S.F. Análise da implantação da rede de atenção às vítimas de acidentes e violências segundo diretrizes da Política Nacional de Redução da Morbimortalidade sobre Violência e Saúde. Ciênc Saude Coletiva.
;14(5):1641-49.
Moura MC. O Surdo: caminhos pra uma nova identidade. Rio de janeiro: Revinter; 2000
MORIMOTO, C.E. Smartphones, Guia Pratico: android. Disponível em:
<https://goo.gl/U0mIBZ>. Acesso em: 08 jan. 2016.
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE TECNOLOGIAS MÉDICAS DE EMERGÊNCIA E COMITÊ DE SUPORTE AO TRAUMA PRÉ-HOSPITALAR; American College of
Surgeons, Committee on Trauma. 7th ed. 2011.
NICOLACI-DA-COSTA, A.M. Sociabilidade virtual: separando o joio do trigo. Psicol. Soc. 2005, vol.17, n.2, pp. 50-57.
NIETSCHE, E.A.; BACKES, V.M.S.; COLOMÉ, C.L.M.; CERATTI, R.N.; FERRAZ, F.
Tecnologias educacionais, assistenciais e gerenciais: uma reflexão a partir da concepção dos docentes de enfermagem. Rev Latino-Am Enfermagem. 2005 Mai- Jun; 13(3):344-53.
O’DWYER, G.; MATTOS, R. A. Cuidado integral e atenção às urgências: o serviço de atendimento móvel de urgência do estado do Rio de Janeiro. Saúde e Sociedade, v. 22, n. 1, p. 199–210, 2013.
O'DWYER, G. A gestão da atenção às urgências e o protagonismo federal. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 15, n. 5, p. 2395-2404, Aug. 2010.
