Análise das fake news na inferência do cotidiano das pessoas / Analysis of fake news and the inference on people's daily lives
DOI:
https://doi.org/10.34140/bjbv4n1-030Palavras-chave:
Fake News, Inferência, Redes Sociais, Internet, Noticias.Resumo
O presente artigo teve como objetivo a análise de como as fake news interferem diretamente no cotidiano das pessoas. As fake news são entendidas como notícias falsas implantadas em meios de comunicação com o intuito de degenerar ou distorcer informações verdadeiras a fim de prejudicar pessoas ou organizações. As práticas que englobam a inveracidade das informações criadas principalmente por meios digitais, têm a análise relatada aqui e de como essas são recebidas e compartilhadas por usuários de redes sociais. A realização da pesquisa possibilitou um amplo aprofundamento das consequências que a criação dessas informações pode causar na sociedade em geral. Foi realizado um levantamento de dados sobre como as pessoas a partir dos 16 anos conseguem lidar com esse tipo de notícia, se as mesmas conseguem ou não identificá-las e suas possíveis consequências. A coleta de dados foi feita por meio de questionários, sendo que para sua análise foram empregados procedimentos de estatística descritiva. A análise revelou que pessoas em sua faixa etária maior (acima dos 30 anos) e com menor grau de instrução são as que mais podem se influenciar com as fake news, e que pessoas mais jovens e mais instruídas em sua maioria conhecem o termo fake news, conseguem identificá-las, ou buscam a fonte de onde receberam a notícia antes de formar uma opinião, ou repassar a informação. A análise dos dados permitiu inferir como cada um desses fatores é percebido pelos entrevistados e quais atuam como facilitadores ou não do compartilhamento das notícias falsas. Na conclusão, sugerem-se medidas para que esse termo possa ser mais divulgado nos meios de comunicação, para que as pessoas tenham mais cuidado ao receberem uma notícia e também como barrá-las na internet.
Referências
ARAL, Sinan. Disseminação de notícias falsas na internet. Massachusetts Institute of Technology – MIT, Cambridge, 2018.
ARAUJO, Marcelo de. Manipulação e Fake News: Uma nova forma de comunicação amoral? Debate no Goethe-Institut, Rio de janeiro, 2016.
BARRETO, Alessandro Goncalves. MARTINS, Marcos Tupinambá Fake news e os procedimentos para remoção de conteúdo. Disponível em: <https://www.conjur.com.br/2018-mar-11/opiniao-fake-news-procedimentos-remocao-conteudo>. Acesso em: 11mar. 2018.
BRUYNE, Paul de. Dinâmica da pesquisa em ciências sociais: os pólos da pratica metodológica. Rio de Janeiro: Francisco Alves editora, 1991.
BRYMAN, Alan. Research methods and organization studies. London: Routledge, 1989
CAMPOS, Lara. Comunicação. São Paulo: Laureate International Universities, 2015.
CASTRO, Fabio de. Fake News tem 70 % mais chance de vitalizar que as noticia verdadeiras segundo novo estudo. Disponível em: <https://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,fake-news-se-espalham-70-mais-rapido-que-as-noticias-verdadeiras-diz-novo-estudo,70002219357>. Jornal Estadão, São Paulo, 2018. Acessado em: 8 mar. 2018.
CONTANDRIOPOULOS, Andre Pierre. Saber preparar uma pesquisa. São Paulo: Hucitec, 1994.
DEGENNE, A.; e FORSÉ, M. Introducing Social Networks. London: Sage, 1999.
DICIO, Dicionário, Dicionário online de Português: Disponível em: <https://www.dicio.com.br/inferencia/>. Acessado em: 18 abri. 2018.
FIGUEIREDO, Carlos José. Comunicação sem fronteira. São Paulo: Gente, 1999.
GNIPPES, Patricia. A Evolução das redes sociais e seu impacto na sociedade. Dados disponíveis em: <https://canaltech.com.br/redes-sociais/a-evolucao-das-redes-sociais-e-seu-impacto-na-sociedade-parte-3-109324> Acesso em: 20 de maio 2018.
JENKINS, Henry. Cultura da convergência. Tradução de Susana Alexandria. São Paulo: Aleph, 2008.
LIMEIRA, Tania Maria Vidigal. E-marketing: o marketing na internet com casos brasileiros. São Paulo: Saraiva, 2003.
LLORENTE, Jose Antônio. A ERA DA PÓS-VERDADE: realidade versus percepção. São Paulo, Desenvolvendo Ideias na LLORENTE & CUENCA, 2017.
LUHMANN, Niklas. Introdução à teoria dos sistemas: México, 1996.
MEDEIROS, Armando. A ERA DA PÓS VERDADE: realidade versus percepção. São Paulo, Desenvolvendo Ideias na LLORENTE & CUENCA, 2017
MEDRAN, Albert. A ERA DA PÓS VERDADE: realidade versus percepção. São Paulo, Desenvolvendo Ideias na LLORENTE & CUENCA, 2017.
MOREIRA, Rodrigo. As redes sociais permitem a construção de um processo de comunicação bastante intenso. Disponível em: <https://www.profissionaisti.com.br/2017/06/redes-sociais-e-seu-impacto-no-comportamento-humano>. Acesso em 20 de maio 2018.
OLIVETO, Paloma. Pesquisa tenta identificar ações cerebrais ligadas à crença em fake news. Disponível em: <https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2018/02/25/interna_ciencia_saude,662091/pesquisa-tenta-identificar-acoes-cerebrais-ligadas-a-crenca-em-fake-ne.shtml>. Acessado em: 20 mai. 2018.
ORTELLADO, Pablo. Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação (Gpopai). Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, 2018.
QUIRÓS, Eduardo A. A ERA DA PÓS-VERDADE: realidade versus percepção. São Paulo, Desenvolvendo Ideias na LLORENTE & CUENCA, 2017.
ROCHA, Eudson; ALVES, Lara Moreira. Publicidade Online: O Poder das mídias e redes sociais. Disponível em: <http://seer.pucgoias.edu.br/index.php/fragmentos/article/viewFile/1371/917>. Acesso em 20 de mai. 2018.
SILVA, Edna Lúcia da; MENEZES, Estera Muszkat. Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertação. Florianópolis: UFSC/PPGEP/LED, 2000.
STERNE, Jim. Marketing na Internet: integrando a web a sua estratégia de Marketing/ Jim Sterne; tradução Tom Venetianer. Rio de Janeiro: Campus, 2000.
STEVENSON, W.J Estatísticas Aplicada à Administração. São Paulo: Harper &Row, 1981.
TELLES, André. A REVOLUÇÃO DAS MÍDIAS SOCIAIS. Editora M. Books 2010.
WASSERMAN, S. e FAUST, K. Social Network Analysis Methods and Applications. Cambridge, UK: Cambridge University Press, 1994
ZARZALEJOS, José Antônio. A ERA DA PÓS-VERDADE: realidade versus percepção. São Paulo, Desenvolvendo Ideias na LLORENTE & CUENCA, 2017.
