Ocorrência de sífilis adquirida, gestacional e congênita no âmbito nacional, estadual e do município de Governador Valadares-MG

Authors

  • Tânia Alessandra Alves Ayala
  • Michel Rodrigues Moreira

DOI:

https://doi.org/10.34117/bjdv9n9-095

Keywords:

sífilis, treponema pallidum, sistema de informação em saúde

Abstract

Introdução: A sífilis é uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum, que pode ser transmitida por contato sexual, via transplacentária ou canal do parto. Objetivo: Avaliar a ocorrência de casos de sífilis adquirida, gestacional e congênita no âmbito nacional, do estado de Minas Gerais (MG) e do município de Governador Valadares (GV), a partir de dados obtidos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Metodologia: Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo, a partir de dados obtidos do SINAN considerando o período de Janeiro/2010 a Dezembro/2021. Resultados: Foram avaliados aspectos como faixa etária, raça, sexo, escolaridade, evolução da doença, critério usado para diagnostico da infecção, classificação clínica das gestantes, realização de pré-natal e classificação final da doença. No total foram notificados 911.179 casos de sífilis adquirida, 417.948 de sífilis gestacional e 208.487 de sífilis congênita em todo o país, afetando uma população jovem, predominantemente do sexo masculino, com ensino médio completo, diagnóstico laboratorial e evolução para cura, nas três esferas avaliadas. Conclusão: O número de casos é preocupante, o que implica na necessidade de reforço nas ações de vigilância, prevenção e controle desta doença. O diagnóstico da sífilis durante a gestação merece muita atenção, considerando as diversas complicações que podem ser evitadas, a grande quantidade de gestantes diagnosticadas com a forma latente neste trabalho, assim como o número considerável de casos de sífilis congênita diagnosticados apenas no momento do parto / curetagem ou mesmo após o parto.

References

Ramos MG, Boni SM. Prevalência da sífilis gestacional e congênita na população do Município de Maringá–PR. Saúde e Pesquisa. 2018; 11(3): 517-26. Disponível em: https://periodicos.unicesumar.edu.br/index.php/saudpesq/article/view/6695/3285

Brasil. Ministério da Saúde. Manual técnico para diagnostico da sífilis. Brasília: Ministério da Saúde, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/aids/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/2021/manual-tecnico-para-o-diagnostico-da-sifilis.

Trevisan MG, Bechi S, Teixeira GT, Marchi ADA, Costa LD. Prevalência da sífilis gestacional e congênita no município de Francisco Beltrão. Rev Espaço Saúde. 2018; 19(2): 84-96. Disponível em: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2019/03/981832/8-prevalencia-da-sifilis-604-1054-1-ed-2.pdf#:~:text=Resultados%3A%20Foram%20notificados%2039%20casos,29%20(74%2C3%25).

Leite AC, Silva MPB, Almeida DS, Avelino JT, Barbosa FN, Sousa, GMR, et al. Prevalência dos casos de sífilis em gestantes no Brasil: Análise de uma década. Res Soc Development. 2021; 10(9): e32610917932-e32610917932. Disponível em: DOI: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v10i9.17932.

Magalhães LT, Balestra EVG, Junqueira Filho MC, Teixeira PWX, Amaral GVM, Cozac EE. Sífilis congênita em hospital público de referência: análise da prevalência e fatores associados. Braz J Development. 2021; 7(1): 7444-56. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/23453

Morais KS, Porto AHR, Herculano DP, Araújo LMS, Oliveira JEM, Carmo TMD, et al. Prevalência de sífilis em gestantes de um município mineiro no período de 2015-2020. Rev Eletr Acerv Saúde. 2021; 13(4): e7159-e7159. Disponível em: https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/view/7159/4479.

SINAN – Sistema de Informação de Agravos de Notificação, 2022. Disponível em: https://portalsinan.saude.gov.br/.

Santos LG, Dantas ASC, Santos LFS, Lopes IMD, Farias RO, Montalvão MNS, et al. As diversidades da predominância da Sífilis Adquirida nas regiões do Brasil (2010-junho 2019). Rev Eletr Acerv Científ. 2020; Jun;10. Disponível em: https://acervomais.com.br/index.php/cientifico/article/view/3553/2105.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Conheça o Brasil - População, cor ou raça. 2021. Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/jovens/conheca-o-brasil/populacao/18319-cor-ou-raca.html#:~:text=O%20IBGE%20pesquisa%20a%20cor,9%2C1%25%20como%20pretos.

Godoy JA, Lima JAS, Borges LL, Mesquita MM, Costa IR, Sobrinho HMR. Perfil epidemiológico da sífilis adquirida em pacientes de um laboratório clínico universitário em Goiânia-GO, no período de 2017 a 2019. Rev Bras Anal Clin. 2021; 53(1): 50-7. Disponível em: https://www.rbac.org.br/artigos/perfil-epidemiologico-da-sifilis-adquirida-em-pacientes-de-um-laboratorio-clinico-universitario-em-goiania-go-no-periodo-de-2017-2019/.

Dietrich A, Colet CDF, Winkelmann ER. Perfil de saúde dos usuários da rede de atenção básica baseado no cadastro individual e-Sus. Rev Fund Care Online. 2019; 11(5): 1266-71. Disponível em: http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/ viewFile/7494/pdf_1.

Matos KR, Simões LG, Souza RB, Campos Filho PC. Perfil Histórico Epidemiológico da Sífilis Adquirida no Brasil na última década (2011 a 2020). Conjecturas. 2022; 22(6): 644-62. Disponível em: http://conjecturas.org/index.php/edicoes/article/view/1093.

Mahmud IC, Clerici DJ, Terra NL, Behar PRP, Santos RCV. Sífilis adquirida: uma revisão epidemiológica dos casos em adultos e idosos no município de Porto Alegre/RS. Rev Epidemiol Control Infecção. 2019; 9(2): 177-84. Disponível em: https://online.unisc.br/seer/index.php/epidemiologia/article/view/11820.

Barros TI, Figueirêdo AB, Santos BF, Lôbo GO, Severo LB, Vieira MPS, et. al. Os Desafios no Tratamento da Sífilis. In: Sousa IC. Ciências da Saúde no Brasil: Impasses e Desafios 3. Ponta Grosa, PR: Atena, 2020. Disponível em: https://www.atenaeditora.com.br/catalogo/ebook/ciencias-da-saude-no-brasil-impasses-e-desafios-3.

Sousa, I. C. Ciências da Saúde no Brasil: Impasses e Desafios 3. Paraná: Atena Editora, 2020. Disponível em: https://www.atenaeditora.com.br/catalogo/ebook/ciencias-da-saude-no-brasil-impasses-e-desafios-3.

Brasil. Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. (Brasil). Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para atenção integral às pessoas com infecções sexualmente transmissíveis (IST); 2022. Disponível em: http://antigo.aids.gov.br/pt-br/pub/2022/protocolo-clinico-e-diretrizes-terapeuticas-para-atencao-integral-pessoas-com-infeccoes.

Souza CDC, Thomé IPS, Hoepers NJ, Losso, ARS, Prado, SS. Perfil epidemiológico das pessoas residentes em Criciúma com diagnóstico de Sífilis Adquirida no período de 2012 a 2016. Rev Interdisc Estud Saúde. 2018; 7(1): 263-76. Disponível em: https://periodicos.uniarp.edu.br/index.php/ries/article/view/1220/811.

Nonato SM, Melo APS, Guimarães MDC. Sífilis na gestação e fatores associados à sífilis congênita em Belo Horizonte-MG, 2010-2013. Epidemiol Serv Saúde. 2015; 24(4): 681-94. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ress/a/8f3Qgdr6QwNR37YPGM4TTyM/?lang=pt.

Conceição HND, Câmara JT, Pereira BM. Análise epidemiológica e espacial dos casos de sífilis gestacional e congênita. Saúde em debate. 2020; 43(123): 1145-58. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sdeb/a/V5sfBFJ843smX8y8n99Zy6r/.

Marques JVS, Alves BM, Marques MVS, Arcanjo FPN, Parente CC, Vasconcelos RL. Perfil epidemiológico da sífilis gestacional: clínica e evolução de 2012 a 2017. SANARE-Rev Polít Púb. 2018; 17(2): 13-20. Disponível em: https://sanare.emnuvens.com.br/sanare/article/view/1257/665.

Sales MCV, Gomes AV, Amorim FCM, Magalhães JM, Gonçalves MER, Lira RCM. Perfil epidemiológico dos casos de sífilis congênita e gestacional no Estado do Piauí, Brasil. Mundo Saúde. 2022; 46: 357-68. Disponível em: https://revistamundodasaude.emnuvens.com.br/mundodasaude/article/view/1435/1225.

Vargas L, Amaral S, Arriaga M, Sarno M, Brites C. High prevalence of syphilis in parturient women and congenital syphilis cases in public maternities in Salvador-Bahia, Brazil. BJOG: Internat J Obst Gyn. 2018; 125(10): 1212-4. Disponível em: https://obgyn.onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1111/1471-0528.15304.

Reis GJD, Barcellos C, Pedroso MDM, Xavier DR. Diferenciais intraurbanos da sífilis congênita: análise preditiva por bairros do Município do Rio de Janeiro, Brasil. Cad Saúde Púb. 2018; 34(9): 1-13. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csp/a/7LN6HFGcT5DGRVYV8PhTr7x/?lang=pt#:~:text=Foram%20notificados%206.274%20casos%20de,de%20cor%20da%20pele%20negra.

Sousa OC, Matos PVC, Aguiar DG, Rodrigues RL, Macêdo IC, Cordeiro DSM, et al. Sífilis congênita: O reflexo da assistência pré-natal na Bahia. Braz J Health Review. 2019; 2(2): 1356-76. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/1352/1224.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção ao pré-natal de baixo risco. (Cadernos de Atenção Básica, n° 32) – 1. ed. rev. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde. [acesso em 21 de fev. de 2023]. 2013: 318p. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/atencao_pre_natal_baixo_risco.pdf

Freitas JLG, Pereira PPS, Moreira KFA, Órfão NH, Silva ALG, Domingues CG, et al. Sífilis Materna e Congênita em Rondônia: casos notificados de 2010 a 2015. Rev Elet Acervo Saúde. 2019; 11(17): e1631. Disponível em: https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/view/1631/992.

Guimarães TA, Alencar LCR, Fonseca LMB, Gonçalves MMC, Silva MPD. Sífilis em gestantes e sífilis congênita no Maranhão. Arch Health Sci. (Online). 2018; 25(2): 24-30. Disponível em: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2019/12/1046449/a5.pdf.

Domingues RMSM, Saracen V, Hartz ZMDA, Leal MDC. Sífilis congênita: evento sentinela da qualidade da assistência pré-natal. Rev Saúde pública. 2013; 47(1): 147-57. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102013000100019.

Cardoso DM, Silva HTC, Lorentz MP, Junior DOS, Belique HC, Queiroz NR, et al. Internações hospitalares por sífilis congênita no Brasil. Braz J Development. 2022; 8(3): 18668-80. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/45279.

Motta IA, Delfino IRDS, Santos LVD, Morita MO, Gomes RGD, Martins TPS, et al. Sífilis congênita: por que sua prevalência continua tão alta. Rev Med Minas Gerais. 2018; 28(Supl 6), S280610. Disponível em: https://dx.doi.org/10.5935/2238-3182.20180102.

Maciel DPA, Maciel GA, Vieira ICA, Oliveira Júnior ADM, Dias GDCC, Aguiar KLA, et al. Mortalidade por sífilis congênita: revisão sistemática. Rev Multidisciplinar Saúde. 2023; 4(1): 106-16. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ean/a/BJSyBJgvfGgkwbHVw7Hgj5w/#:~:text=Resultados%20de%20uma%20revis%C3%A3o%20sistem%C3%A1tica,ou%2028%20semanas%20ou%20mais).

Published

2023-09-22

How to Cite

Ayala, T. A. A., & Moreira, M. R. (2023). Ocorrência de sífilis adquirida, gestacional e congênita no âmbito nacional, estadual e do município de Governador Valadares-MG. Brazilian Journal of Development, 9(9), 26969–26988. https://doi.org/10.34117/bjdv9n9-095

Issue

Section

Original Papers