Internações hospitalares por sífilis congênita no Brasil / Hospital admissions for congenital syphilis in Brazil

Authors

  • Daniel Madeira Cardoso
  • Hyarlla Thais Clementino da Silva
  • Marina Pacheco Lorentz
  • Demetrio Oliveira de Souza Junior
  • Heloiza Castilhoni Belique
  • Núbia Rocha Queiroz
  • Maria Vitória Moura Fajardo
  • Gabriel Lima Martins
  • João Victor Magalhães Scopel
  • Nicolly Merenciano Xavier
  • Gabriel Almeida Fernandes Meireles Moreira
  • Mateus Sampaio Coelho
  • Igor Geraldo Contin Ferreira
  • Pauline Martins Leite

DOI:

https://doi.org/10.34117/bjdv8n3-212

Keywords:

sífilis congênita, epidemiologia, assistência hospitalar.

Abstract

A sífilis congênita corresponde à infecção do feto pelo T.pallidum, principalmente por via transplacentária, podendo culminar em perda fetal, natimorto, morte neonatal e prematuridade. O objetivo do presente trabalho consiste em descrever as hospitalizações por sífilis congênita no Brasil, entre os anos de 2008 e 2017. Trata-se de um estudo ecológico conduzido a partir de dados secundários de domínio público, vinculados ao Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS). Para caracterização, incluíram-se as variáveis: região do Brasil, unidade da federação, sexo, raça/cor, caráter de atendimento, regime de internação, óbitos, ano e gastos totais. Para cálculo dos coeficientes de internação, o número de nascidos vivos foi obtido do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC). Totalizaram-se 78.724 internações por sífilis congênita em todo o período estudado, das quais 321 evoluíram para óbito (letalidade hospitalar de 0,4%). No que concerne às regiões brasileiras, houve ênfase para Sudeste (n=30.339; 38,5%), Nordeste (n=28.093; 35,6%) e Norte (n=9.071; 11,5%). Com relação aos coeficientes de internação, foram registrados 2,5 internados para cada 1.000 nascidos vivos considerando todo o território nacional, sendo importante realçar o Nordeste (3,8 internados para cada 1.000 nascidos vivos). Paralelamente, as unidades da federação de destaque foram Rio de Janeiro (n=13.015; 16,5%), São Paulo (n=10.810; 13,7%) e Pernambuco (n=8.093; 10,3%). O perfil geográfico de distribuição de óbitos foi semelhante ao de hospitalizações, com ênfase para: regiões Nordeste (n=149/321; 46,4%) e Sudeste (n=97/321; 30,2%); e estados de Pernambuco (n=69/321; 21,4%) e Rio de Janeiro (n=38/321; 11,8%). A maior letalidade hospitalar foi observada no Nordeste (0,5%). Salienta-se ainda sexo feminino (n=41.324; 52,4%) e raça/cor parda (n=27.241; 34,6%). A maior parcela dos atendimentos ocorreu em caráter de urgência (n=74.785; 95%) e no regime público (n=31.211; 39,65%). Acumularam-se R$ 58.085.276,75 em gastos. Do ponto de vista temporal, ocorreu aumento no número de internações hospitalares por sífilis congênita no Brasil de 3.570 (4,5%) no ano de 2008 para 15.446 (19,6%) hospitalizações em 2017. Tal progressão refletiu diretamente nos coeficientes de internação, cujo menor valor foi 1,22 acometidos para cada 1.000 nascidos vivos em 2008 para 5,29 acometidos por 1.000 nascidos vivos em 2017. Percebe-se que a sífilis congênita é um problema de impacto para a saúde pública brasileira, sendo necessária a adoção de profilaxias.

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Published

2022-03-17

How to Cite

Cardoso, D. M., Silva, H. T. C. da, Lorentz, M. P., Junior, D. O. de S., Belique, H. C., Queiroz, N. R., Fajardo, M. V. M., Martins, G. L., Scopel, J. V. M., Xavier, N. M., Moreira, G. A. F. M., Coelho, M. S., Ferreira, I. G. C., & Leite, P. M. (2022). Internações hospitalares por sífilis congênita no Brasil / Hospital admissions for congenital syphilis in Brazil. Brazilian Journal of Development, 8(3), 18668–18680. https://doi.org/10.34117/bjdv8n3-212

Issue

Section

Original Papers