O sistema de cotas como política de inclusão étnica e racial na Universidade Federal do Pará
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n5-056Keywords:
sistema de cotas, universidade, preconceito, desigualdade social, reparaçãoAbstract
O objetivo do presente artigo consistiu em entender o início das cotas PPI (Preto, Pardo e Indígenas) nas universidades como uma forma de reparação histórica, desmistificando algumas ideias implantadas dentro da sociedade. Como se efetiva a distribuição da política de cotas dentro das universidades? A Lei de Cotas realmente minimizou a desigualdade social? As cotas são as únicas políticas públicas para desfazer as lacunas sociais criadas em torno do acesso, permanência e conclusão do ensino superior? Conduziu-se a investigação mediante pesquisa bibliográfica e documental e a aplicação de formulários a alunos de graduação, considerando-se a abrangência do objeto de estudo no período de 1824 a 2022. As políticas de cotas se converteram em um marco inicial para reparar as desigualdades sociais impostas desde o início da humanidade. Percebe-se que atualmente ainda há pessoas com o pensamento errôneo julgando que as cotas são injustas ou até mesmo como se fossem uma esmola a ser concedida aos alunos pertencentes às vagas disponibilizadas. Isso demostra que todo aquele passado repleto de escravidão que a sociedade brasileira carrega de marginalização, exclusão social e racismo, deixou rastros estruturais e culturais de forma negativa, fazendo com que crie pessoas contrárias à lei de cotas, pois esse pensamento não visa a igualdade e inclusão social.
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