Subluxação atlantoaxial por fratura do processo odontoide do áxis: abordagem terapêutica
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-311Palavras-chave:
malformação, cirurgia, congênito, cãesResumo
A subluxação atlantoaxial é uma afecção articular relevante em cães jovens, caracterizada pela instabilidade entre o atlas (C1) e o áxis (C2), resultando em compressão medular e manifestações neurológicas. Pode ter origem congênita, como hipoplasia ou agenesia do processo odontóide, ou adquirida, frequentemente associada a traumas. Os sinais clínicos variam conforme o grau de compressão, incluindo dor cervical, ataxia, tetraparesia e, em casos graves, tetraplegia e óbito. O diagnóstico baseia-se na correlação entre exame neurológico e métodos de imagem, especialmente a tomografia computadorizada. O presente trabalho relata o caso de uma cadela, sem raça definida, de seis meses de idade, com histórico de trauma por queda, que evoluiu rapidamente de claudicação para tetraparesia não ambulatorial. A tomografia computadorizada evidenciou fratura completa do processo odontóide do áxis, associada à subluxação atlantoaxial e compressão medular. Diante da gravidade do quadro, optou-se pela estabilização cirúrgica por meio da fixação com parafusos e polimetilmetacrilato. No pós-operatório, a paciente apresentou recuperação neurológica progressiva, com retorno à deambulação em sete dias e ausência de déficits relevantes após quinze dias. O caso reforça a importância do diagnóstico precoce e da intervenção cirúrgica em situações de evolução neurológica rápida. Conclui-se que, mesmo em casos de origem traumática, a subluxação atlantoaxial apresenta prognóstico favorável quando tratada de forma adequada, contribuindo significativamente para a recuperação funcional e qualidade de vida do paciente.
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