Leishmaniose visceral: possíveis implicações do falso negativo para a saúde pública
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-111Palavras-chave:
diagnóstico, imunocromatografia, leishmania, reservatórios, zoonoseResumo
A leishmaniose visceral (LV) é uma zoonose de relevância pública que acomete grande número de animais por ano, causada pelo protozoário Leishmania infantum e o cão é reconhecido como o principal reservatório urbano do parasito, exercendo papel essencial na manutenção do ciclo e na disseminação da doença para humanos. O diagnóstico dessa enfermidade é um desafio tanto para os médicos veterinários quanto humanos, devido as variadas apresentações clínicas e presença de assintomáticos, sendo preconizado a correlação de dados epidemiológicos, sinais clínicos, exame físico e exames laboratoriais. O presente trabalho tem como objetivo relatar um caso de leishmaniose visceral canina (LVC) em uma cadela que apresentou resultados divergentes entre métodos sorológicos e parasitológicos. Os testes sorológicos resultaram em falso negativos, e o diagnóstico foi confirmado apenas por meio da punção aspirativa de linfonodo e cultura in vitro, evidenciando as limitações do uso isolado desses métodos. O caso reforça a importância de abordagens diagnósticas integradas, principalmente em regiões endêmicas, e destaca a necessidade de identificar e monitorar cães portadores, sintomáticos ou não, para reduzir o risco de transmissão zoonótica. O mapeamento de animais positivos e a implementação de medidas eficazes de controle são fundamentais para o enfrentamento da LV e para a prevenção de novos casos em seres humanos, priorizando a Saúde Única.
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