Análise espacial e epidemiológica da leishmaniose canina em animais mantidos em abrigos no leste e sertão do estado de Sergipe, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv7n2-062Palavras-chave:
cães de abrigo, epidemiologia, Leishmania, saúde coletivaResumo
A leishmaniose é uma doença ocasionada por protozoários do gênero Leishmania, sendo Leishmania infantum o principal agente etiológico zoonótico. O objetivo deste estudo foi realizar uma análise espacial e epidemiológica da leishmaniose canina em animais mantidos em abrigos no Leste e Sertão do estado de Sergipe, Brasil. Amostras sanguíneas de cães (n=144) foram testadas (“Dual Path Platform Rapid Test” – TR DPP®). Foi utilizado o software InStat (GraphPad Software). EpiInfoTM7 foi aplicado para realizar os cálculos estatísticos, com nível de significância estabelecido de p<0.05. Foram confeccionados mapas de distribuição dos cães sororreagentes para Leishmania sp. por meio do Software QGIS. Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética no Uso de Animais (CEUA), da Universidade Federal de Sergipe, (Número de licença:1003190520). Observou-se soroprevalência de 49,30% (71/144; p<0.0001), distribuídos nos municípios de Estância (21,12%; 15/71; p<0.0001), Feira Nova (11,71%; 8/71; p<0.0001) e Nossa Senhora Aparecida (67,60%; 48/71; p<0.0001). A elevada distribuição espacial dos casos de cães reagentes nas áreas de estudo demonstrou alto risco geoespacial. Dessa forma, são necessárias medidas de controle e prevenção que visem diminuir o risco de transmissão dessa enfermidade para os animais e seres humanos.
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