Utilização do DDG em fábricas de ração na zona da mata mineira
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv9n2-006Palavras-chave:
coproduto, nutrição animal, ração comercialResumo
Com o levantamento de dados, da Zona da Mata Mineira entre agosto e outubro de 2023, objetivou-se analisar a incorporação do coproduto Grãos Secos de Destilaria (DDG) nas formulações de rações comerciais. A identificação das fábricas de ração foi através de uma solicitação diretamente com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), onde forneceram informações como o nome registrado das fábricas e as cidades que se encontram. Foram identificadas 38 fábricas onde foram contatadas através de email e ligações para as respostas de um questionário online disponibilizado pelo google forms contendo perguntas relacionadas ao uso do DDG nas formulações de ração. Em relação ao responsável técnico das fábricas, nota-se que 54% delas têm um zootecnista nesta função, enquanto 42% é um médico veterinário. Quanto a utilização DDG, 63% não utilizam e 29% utilizam 1-3 anos e 8% menos de 1 ano. A origem desse coproduto utilizado 65% provém de Mato Grosso – MT e 35% Mato Grosso do Sul. A razão para a fábrica utilizar o DDG segundo o responsável técnico é a redução de custo nos produtos. Dessa forma, conclui-se que 37% das fábricas de ração da Zona da Mata Mineira utilizam o DDG nas formulações de rações comerciais.
Referências
BUENAVISTA, R. M. E.; SILIVERU, K.; ZHENG, Y. Utilization of Distiller’s dried grains with solubles: A review. Journal of Agriculture and Food Research. Volume 5, setembro de 2021, 100195. Doi: https://doi.org/10.1016/j.jafr.2021.100195.
CHESINI, R. G. (2022). Efeito da substituição parcial do farelo de soja por farelo de soja tratado termicamente ou DDGS de milho na alimentação de vacas em lactação. São Paulo, 20(2), 45-59.
CONAB. Acompanhamento da Safra: grãos. Brasília: Sumac; Gepin, 2020.
DRUGOWICK, T. (2021). Mercado firme dos coprodutos de usinas de etanol de milho. SCOT CONSULTORIA. Disponível em: https://www.scotconsultoria.com.br/noticias/tv-scot/53918/mercado-firme-dos-coprodutos-de-usinas-de-etanol-de-milho.htm. Acesso em: 04 de dezembro de 2023.
FONSECA, C. E. M., Valadares, R. F. D., Valadares Filho, S. C., Leão, M. I., Cecon, P. R., Rodrigues, M. T., Pina, D. S., Marcondes, M. I., Paixão, M. L., & Araújo, A. M. (2006). Estimativa da produção microbiana em cabras lactantes alimentadas com diferentes teores de proteína na dieta. Revista Brasileira de Zootecnia, 35(3), 1168-77.
FOUZ, P. et al. Custo da suplementação de bovinos nelore com caroço de açaí no período de transição águas-seca . Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, v. 4, 2021.
GARCIA, S. Por dentro do cocho: O que precisamos saber quando falamos em DDG. Nutrição Animal – Agroceres Multimix, 2020.Disponível em: https://agroceresmultimix.com.br/blog/por-dentro-do-cocho-o-que-precisamos saberquandofalamos-em-ddg/. Acesso em: 29 de setembro de 2023.
GONÇALVES, Alan; COELHO, Jussara Moreira. A importância do Responsável Técnico no contexto industrial: ética, técnica e legalidade. In: Revista Científica de Gestão e Conformidade, v. 14, n. 3, p. 112-128, 2023
IRAM, A.; CEKMECELIOGLU, D.; DEMIRCI, A. Grãos secos de destilaria com solúveis (DDGS) e seu potencial como matéria-prima de fermentação. Appl Microbiol Biotechnol 104, 6115-6128. 2020. Doi: https://doi.org/10.1007/s00253-020-10682-0.
JOHNSON, L. A., J. B. May. Wet milling: the basis for corn biorefineries. Corn Chemistry and Technology, P. J. White and L. A. Johnson (eds), pp. 449-494. American Association of Cereal Chemists, Inc., St. Paul, MN. 2003.
KROGSTAD, K. C.; Anderson, J. L.; Herrick, K. J. (2021). In situ rumen dry matter, neutral detergent fiber, and crude protein degradability in dairy cows and in vitro intestinal digestibility of dried distillers grains with solubles with varying fat concentrations.
MAPA. (2021). PROJEÇÕES do agronegócio: Brasil 2020/21 a 2030/31: projeções de longo prazo. Brasília, DF: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Secretaria de Política Agrícola. Disponível em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/politica-agricola/todas-publicacoes-de-politica-agricola/projecoes-do-agronegocio/projecoes-do-agronegocio-2020-2021-a-2030-2031.pdf/view. Acesso em: 24 de outubro de 2023.
MILANEZ, A. Y. et al. A produção de etanol pela integração do milho-safrinha às usinas de cana-deaçúcar: avaliação ambiental, econômica e sugestões de política. Revista do BNDES, Rio de Janeiro, n. 41, p. 147-208, 2014.
MOHAMMADI, E.; RASOULINEZHAD, R.; MOSCHOPOULOS, G. Using a Supercapacitor to Mitigate Battery Microcycles Due to Wind Shear and Tower Shadow Effects in Wind-Diesel Microgrids. IEEE Transactions on Smart Grid, v. 11, n. 5, p. 3677–3689, 2020.
NETO, O. R. O uso dos subprodutos do etanol de milho na nutrição de bovinos. Scot Consultoria. Botucatu-SP, 2018. Disponível em: https://www.scotconsultoria.com.br/imprimir/noticias/48948. Acesso em: 23 de outubro de 2023.
PETROLI, V. Canal Rural. (2023). Número de usinas de etanol de milho pode subir para 19 unidades em MT, prevê Sedec. NovaCana. Disponível em: https://www.novacana.com/noticias/numero-usinas-etanol-milho-subir-19-unidades-mt-sedec-300123. Acesso em: 4 de dezembro de 2023.
POLIZEL, D. M.; SOARES, L. C. B. DDG: qual a qualidade nutricional do coproduto que utilizona minha propriedade? Milkpoint. 2021. Disponível em: https://www.milkpoint.com.br/colunas/esalqlab/ddg-qual-a-qualidadenutricionaldocoproduto- que-utilizo-na-minha-propriedade-224301/. Acesso em: 29 de setembro de 2023.
SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS – SEBRAE; DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ESTATÍSTICA E ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS – DIEESE. Anuário do trabalho na micro e pequena empresa: 2013. 6. ed. Brasília: SEBRAE, 2013.
SHIN, M. KIM, H.; NO, J.; Effects of newly developed waxy rice flour on the quality characteristics and oxidative stability of Korean traditional fried cookie, Yakgwa. Food Sci Biotechnol. Jul 24;27(6):1697-1705. doi: 10.1007/s10068-018-0432- z. PMID: 30483434; PMCID: PMC6233415, 2018.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
- O conteúdo dos artigos é de responsabilidade exclusiva dos autores.
- É permitida a reprodução total ou parcial do conteúdo dos artigos, desde que citada a fonte.
- Artigos com plágio serão recusados, e o autor do plágio perderá o direito de publicar nesta revista.
- Os nomes e endereços informados nesta revista serão utilizados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação e não estão disponíveis para outros fins ou a terceiros.
- Depois de enviar os artigos, os autores cedem os direitos autorais de seus artigos ao BJAER. Se você se arrepender da submissão, o autor tem o direito de solicitar ao BJAER que não publique seu artigo. Porém, essa solicitação deve ocorrer até dois meses antes da divulgação do número que o artigo será publicado.
- O BJAER usa a licença Creative Commons CC BY. Informações sobre esta licença podem ser encontradas em: https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/
Brazilian Journal of Animal and Environmental Research (BJAER) se reserva o direito de efetuar nos originais alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores. Os trabalhos finais não serão enviadas aos autores.