A extinção da fundação zoobotânica do Rio Grande do Sul e o princípio da proibição do retrocesso ambiental: o que faremos com o CETAS? / The extinction of the zoobotanical foundation of Rio Grande do Sul and the principle of the prohibition of environmental backward: what will we do with CETAS?
Palavras-chave:
Fundação Zoobotânica RS, CETAS, Extinção, Não Retrocesso.Resumo
Desde agosto de 2015 a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB/RS) vem sofrendo tentativas de extinção por parte do governo do estado. E, ao final do ano de 2016, o governador obteve êxito no projeto de extinção não apenas da FZB/RS, mas também de outras oito fundações estaduais. A aprovação do PL 246 e posterior sanção do governador dia 16 de janeiro de 2017, representaram um duro ataque à ciência, ao meio-ambiente e ao patrimônio do estado. Com a extinção da FZB/RS, o destino do Museu de Ciências Naturais, do Jardim Botânico e do Parque Zoológico permanecem incertos. E, no Parque Zoológico há ainda mais um motivo de preocupação: quem seguirá fazendo o trabalho do CETAS que foi fechado efetivamente em março de 2018? Hoje há sólidos fundamentos éticos, políticos, constitucionais, legais e jurisprudenciais no Brasil para garantir o não retrocesso das conquistas jurídico-ambientais. A Constituição Federal de 1988 preconiza, em seu artigo 225, que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Mas, as garantias constitucionais de não retrocesso ambiental estão sendo, dia após dia, descumpridas, sempre em nome do progresso e avanço econômico sem considerações a um efetivo desenvolvimento sustentável.Referências
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