Vespas solitárias em agroecossistema de café consorciado com milho / Solitary wasps in mixed cultivation of coffee and corn agroecosystem
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv3n4-133Palavras-chave:
Isodontia, Liris, Ninhos-armadilhas, Pachodynerus, Predadores.Resumo
Vespas solitárias podem se estabelecer em agroecossistemas, predando potencialmente insetos fitófagos, tais como lagartas e ninfas de ortópteros. A manutenção do ambiente de forma favorável para o desenvolvimento de populações de inimigos naturais, com o oferecimento de cavidades para nidificação podem ser estratégias viáveis para o manejo de pragas no campo. Estudos acerca da biologia desses insetos em agroecossistemas são escassos, sendo necessários para a gestão do ambiente de forma favorável para que esses inimigos naturais se estabeleçam e contribuam para o manejo de pragas. Este trabalho inventariou espécies de vespas solitárias em plantio de café consorciado com milho, na Barra do Choça, Bahia. Foram dispostos 216 ninhos-armadilhas, confeccionados com seções de bambus com diâmetros entre 5 a 10mm, distribuídos em 18 pontos de amostragem. As coletas foram quinzenais, no período de maio de 2012 a abril de 2013. Os ninhos fundados foram levados ao laboratório, descritos quanto ao aprovisionamento e material de construção e observados até a emergência dos adultos. Foram fundados 115 ninhos pertencentes aos gêneros Liris, Isodontia, Pachodynerus e Trypoxylon. O gênero Liris foi o mais abundante, seguido por Isodontia. Os gêneros Liris e Isodontia aprovisionaram seus ninhos com ninfas de ortópteros, Pachodynerus com lagartas de lepidópteros e Trypoxylon com aranhas. Os resultados destacam a importância de dois gêneros predadores de ortópteros que podem constituir pragas em algumas culturas e a presença das vespas Pachodynerus no local indicando possibilidade de manejo desta espécie, principalmente com uso de ninhos-armadilhas de menor diâmetro.
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