Transição tecnológica para nefrolitotomia percutânea no SUS: tendências, custos e desfechos clínicos (2015-2024)

Authors

  • Leonardo Amarante Pagotti
  • Luiz Carlos Maciel
  • Ítalo Grizolia Junqueira de Sousa
  • Leonardo de Oliveira Antunes
  • Lara Lis Bilard Meirelles Galvão
  • Karen Kallás Pinto
  • Julia Pereira Lima Fraschetti
  • Allison Gonçalves Silva Dutra Costa

DOI:

https://doi.org/10.34117/bjdv12n8-035

Keywords:

litíase renal, nefrolitotomia percutânea, Sistema Único de Saúde, economia da saúde, estudos de séries temporais

Abstract

Objetivo: Avaliar a transição tecnológica da cirurgia aberta para a Nefrolitotomia Percutânea (PCNL) no tratamento da litíase renal no Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2015 e 2024, analisando tendências regionais, o impacto da pandemia de COVID-19 e o custo-benefício clínico. Métodos: Estudo ecológico de série temporal utilizando dados do DATASUS. Foram analisados o volume cirúrgico, o tempo de permanência e os custos diretos padronizados em Dólares Americanos (USD). A tendência temporal foi avaliada por regressão Joinpoint e as médias comparadas pelo Teste t de Student. Resultados: A consolidação da PCNL foi assimétrica, predominando no Sudeste e Sul, enquanto Norte e Centro-Oeste mantiveram maiores taxas de cirurgia incisional. O volume cirúrgico retraiu durante a pandemia, seguido de efeito "rebote" (aumentos anuais >26% a partir de 2021; p < 0,005). Na avaliação econômica em dólares, a PCNL apresentou redução de 9,84% ao ano em seus custos até 2021 (p = 0,007), seguida de correção estatisticamente não significativa, o que evidencia estabilidade financeira a longo prazo em vez de inflação. Adicionalmente, o tempo de permanência hospitalar foi menor na técnica minimamente invasiva (4,68 vs. 5,35 dias; p < 0,001). Conclusão: A análise desmistifica o argumento da "falsa economia" atribuído à cirurgia incisional. A PCNL não gerou inflação real ao sistema público e, por otimizar a rotatividade de leitos, compensa seu maior custo direto inicial. A universalização do tratamento exige descentralização tecnológica e treinamento médico para assegurar os princípios doutrinários do SUS.

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Published

2026-08-27

How to Cite

Pagotti, L. A., Maciel, L. C., Sousa, Ítalo G. J. de, Antunes, L. de O., Galvão, L. L. B. M., Pinto, K. K., Fraschetti, J. P. L., & Costa, A. G. S. D. (2026). Transição tecnológica para nefrolitotomia percutânea no SUS: tendências, custos e desfechos clínicos (2015-2024). Brazilian Journal of Development, 12(8), e88983. https://doi.org/10.34117/bjdv12n8-035

Issue

Section

Original Papers