Da confecção de indicadores caseiros à titulação: uma sequência didática para o ensino de funções inorgânicas
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv12n8-034Keywords:
ensino de química, metodologias ativas, experimentaçãoAbstract
A metodologia tradicional no ensino de ciências, centrada na figura do docente como único detentor do conhecimento, tem se mostrado um fator limitante. Este modelo pedagógico, baseado na exposição passiva, é frequentemente acompanhado pela falta de motivação e engajamento dos discentes. No ensino de Química, em muitos assuntos, recorre-se a um alto nível de abstração, em determinados conteúdos apresentam-se desafios pedagógicos significativos. A simples aplicação de conceitos teóricos de forma expositiva é, muitas vezes, insuficiente para uma aprendizagem ocorrer de maneira significativa. Logo, faz-se necessário um complemento de metodologias ativas ao método tradicional. A integração de estratégias que promovam o protagonismo estudantil, como sequências didáticas e práticas experimentais é fundamental para desenvolver a autonomia, o pensamento crítico e a motivação dos alunos. A metodologia deste trabalho baseia-se na construção de uma sequência didática com ênfase no ensino por experimentação para o ensino de funções inorgânicas, em específico as funções ácido-base. Nesse sentido, através das práticas experimentais, busca-se relacionar o conteúdo teórico ao cotidiano dos alunos, avaliar os impactos e as dificuldades da aplicação de metodologias ativas no ensino de química. Os resultados demonstram que a abordagem metodológica favorece a participação, a criticidade e a associação de conceitos químicos com o contexto social dos alunos. Dessa maneira, o trabalho procura demonstrar a relevância da dinâmica metodológica no ensino de química, fortalecendo a necessidade de desconstruir os conteúdos escolares que se organizam mediante uma perspectiva tradicional e descontextualizada.
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