Análise comparativa de modelos de linguagem de grande porte (LLMS) aplicados à projeção da expansão urbana: um estudo de caso do município de Assis-SP
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv12n7-041Keywords:
modelos de linguagem de grande porte, geoprocessamento, expansão urbana, análise comparativaAbstract
Este trabalho realizou uma comparação entre três ferramentas de inteligência artificial baseadas em modelos de linguagem, Claude Opus 4.7, Gemini Pro e ChatGPT, para avaliar como cada uma delas projetou a possível expansão urbana do município de Assis-SP nos próximos 50 anos. Para isso, foi utilizado o mesmo conjunto de informações nas três ferramentas: os limites da área urbana de Assis em diferentes anos, desenhados em ambiente CAD a partir de fotografias aéreas dos anos de 1960 e 1970 e de imagens de satélites de 2000 e 2025, respectivamente. As áreas urbanas identificadas nesses períodos foram de 750,78 ha em 1960, 874,65 ha em 1970, 2.281,81 ha em 2000 e 2.865,27 ha em 2025. Esses dados foram analisados juntamente com informações oficiais de população dos Censos Demográficos do IBGE. As projeções geradas pelas três inteligências artificiais foram comparadas considerando três aspectos principais: o tamanho provável da área urbana futura, a relação entre população e área ocupada e a direção mais provável de crescimento da cidade. Os resultados mostraram que as três ferramentas chegaram a estimativas relativamente próximas quanto ao tamanho da área urbana projetada, variando entre 3.684 ha e 4.300 ha. No entanto, também foram observadas diferenças importantes entre elas. A projeção elaborada pelo ChatGPT apresentou cenários coerentes em termos de tamanho da cidade, mas com caráter mais interpretativo. Já a projeção do Claude, por considerar de forma mais organizada as direções territoriais existentes, apresentou melhor correspondência com a realidade geográfica atual. Concluiu-se que o uso de inteligências artificiais em estudos de expansão urbana pode auxiliar na construção de cenários futuros, mas não deve substituir a análise técnica baseada em dados geográficos oficiais. É necessário verificar cuidadosamente os resultados, pois essas ferramentas podem gerar interpretações incorretas ou pouco precisas sobre o território. Além disso, o estudo mostra que diferentes inteligências artificiais, mesmo recebendo os mesmos dados, podem produzir respostas distintas para um mesmo problema urbano.
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