Biomecânica da corrida: associação entre variáveis cinemáticas, cinéticas e lesões musculoesqueléticas em corredores amadores: revisão integrativa
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv12n7-023Keywords:
biomecânica da corrida, variáveis cinemáticas, variáveis cinéticas, lesões musculoesqueléticas, corredores amadoresAbstract
O presente estudo tem como objetivo analisar a associação entre variáveis biomecânicas da corrida e a incidência de lesões musculoesqueléticas em corredores amadores. Considerando o crescimento da prática da corrida de rua e o aumento das lesões relacionadas a essa modalidade, destaca-se a importância da biomecânica da corrida na compreensão dos fatores que influenciam o desempenho e o desenvolvimento de lesões. O estudo enfatiza a análise integrada das variáveis cinemáticas, relacionadas ao movimento corporal, e cinéticas, associadas às forças atuantes durante a corrida. Especificamente, busca identificar padrões de pisada, analisar forças de reação do solo, investigar a relação entre alterações biomecânicas e estresse mecânico, além de reconhecer os principais fatores de risco associados às lesões em corredores amadores. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados SciELO, PubMed, BVS, LILACS e PEDro, utilizando descritores em português e inglês combinados por operadores booleanos. Foram incluídos estudos publicados entre 2020 e 2025, envolvendo corredores amadores. Após o processo de triagem baseado nas recomendações do protocolo PRISMA, 10 estudos compuseram a amostra final. Os resultados demonstraram que baixa cadência, aumento do comprimento da passada e alterações articulares estão associados ao maior risco de lesões musculoesqueléticas. Além disso, variáveis cinéticas, como elevados picos de força de reação do solo e altas taxas de carregamento, contribuem para o aumento do estresse tecidual. A interação entre esses fatores biomecânicos, associada ao volume de treinamento e à experiência do corredor, explica a maior vulnerabilidade dos corredores amadores ao desenvolvimento de lesões. Estratégias como ajuste da cadência e controle adequado da carga de treino apresentaram eficácia na prevenção de lesões. Conclui-se que as lesões musculoesqueléticas em corredores amadores resultam da interação de múltiplos fatores biomecânicos, sendo a análise integrada das variáveis cinemáticas e cinéticas fundamental para a identificação de fatores de risco e elaboração de estratégias preventivas, reforçando a importância da fisioterapia na promoção de uma prática esportiva segura e eficiente.
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