Caso Ana Maria: visibilidade do surdo oralizado, acessibilidade comunicacional e gestão pública
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv12n7-010Keywords:
surdo oralizado, acessibilidade comunicacional, deficiência auditiva, aro de indução magnética, tecnologia assistivaAbstract
A acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva no Brasil concentra-se majoritariamente na Libras, o que, embora fundamental, não contempla integralmente as necessidades específicas dos surdos oralizados. Considerando a limitada presença desse grupo nas normas e nas práticas institucionais, o presente estudo objetiva evidenciar a importância de sua visibilidade nas políticas públicas, relacionando-a à necessidade de tecnologias assistivas e ao aprimoramento da gestão pública. Para tanto, procede-se a um estudo de caso com abordagem qualitativa, apoiado em pesquisa bibliográfica, documental e na análise da trajetória da personagem fictícia “Ana Maria”, construída para ilustrar barreiras comunicacionais vivenciadas no cotidiano. Desse modo, observa-se que a falta de diferenciação entre perfis distintos de deficiência auditiva compromete a eficácia das políticas de inclusão escolar, profissional e social. Conclui-se que a ampliação da visibilidade do surdo oralizado é essencial para a implementação de soluções mais abrangentes, como legendagem, chamadas visuais, sistemas FM e aro magnético, medida cuja pertinência foi reforçada pela Instrução Normativa MGI n.º 87/2026, contribuindo para uma acessibilidade comunicacional mais compatível com a diversidade da deficiência auditiva no país.
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