Perfil de uso da bupropiona em farmácia de Mogi Guaçu-SP

Authors

  • Ana Laura Silva de Almeida
  • Daniel Righi Dovigo
  • Danyelle Cristine Marini
  • Andressa Ranzani Nora Mello
  • Camila Stéfani Estancial Fernandes

DOI:

https://doi.org/10.34117/bjdv12n6-071

Keywords:

bupropiona, depressão, transtornos de ansiedade, automedicação, interações medicamentosas

Abstract

A bupropiona é um antidepressivo atípico eficaz no tratamento da depressão maior e na cessação do tabagismo. Seu mecanismo de ação envolve a inibição da recaptação de dopamina e noradrenalina, neurotransmissores que regulam: humor, motivação e as respostas ao estresse, além de antagonizar os receptores nicotínicos de acetilcolina. O medicamento é indicado para casos de depressão resistente ao tratamento e para pacientes com histórico de dependência de nicotina, além de ser uma opção em quadros de fadiga e apatia associadas a transtornos depressivos. Entretanto, seu uso deve ser cauteloso devido ao risco de reações adversas e interações medicamentosas. Desta forma, o uso da bupropiona deve ser cuidadosamente monitorado e os pacientes devem ser informados sobre os riscos e interações medicamentosas para garantir um tratamento seguro e eficaz. Esta pesquisa tem como objetivo avaliar o perfil de uso de bupropiona, identificando os principais motivos de prescrição e uso, as reações adversas percebidas, a percepção de eficácia terapêutica e possíveis falhas no tratamento. Para isto, foram aplicados questionários em clientes de uma farmácia no interior de São Paulo, que fazem uso atual de bupropiona. A pesquisa contou com 11 participantes e apontou que todos os usuários de bupropiona estão entre 18 e 30 anos, com prescrições sobretudo por psiquiatras (63,6%) e endocrinologistas (36,4%). O tempo de uso da bupropiona variou de três meses a dois anos, com doses de 90 mg e 150 mg. Todos os participantes receberam orientações, sem relatos de falta de acompanhamento profissional. As principais indicações foram ansiedade (36,4%), depressão (36,4%), perda de peso (27,3%), TDAH (27,3%) e as reações adversas mais relatadas foram boca seca (45,4%), tontura (45,4%), dor de cabeça (45,4%), náusea (18,1%) e aumento da ansiedade (18,1%). Esses achados reforçam a necessidade de prescrição criteriosa e orientações adequadas para garantir o uso seguro e racional do medicamento.

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Published

2026-06-29

How to Cite

Almeida, A. L. S. de, Dovigo, D. R., Marini, D. C., Mello, A. R. N., & Fernandes, C. S. E. (2026). Perfil de uso da bupropiona em farmácia de Mogi Guaçu-SP. Brazilian Journal of Development, 12(6), e88038. https://doi.org/10.34117/bjdv12n6-071

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Original Papers