Interação entre exigências biomecânicas e plataformas de estabilização na dispersão angular do atirador designado policial: um estudo experimental sobre a adaptação do sistema arma–operador ao contexto de emprego
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv12n6-046Keywords:
atirador designado policial, biomecânica, dispersão angular, plataformas de estabilização, ergonomia operacionalAbstract
O emprego de Atiradores Designados Policiais ocorre em cenários dinâmicos que podem impor severas restrições posturais e elevadas demandas biomecânicas ao operador. Este estudo analisa a interação entre as exigências biomecânicas provocadas pela elevação de cotas altimétricas (0 cm, 75 cm e 110 cm) e a influencia de três plataformas de estabilização (bipé acoplado, tripé telescópico e mochila tática) na dispersão angular (MOA) do sistema arma–operador. Por meio de um ensaio experimental com três operadores utilizando munição operacional comum de calibre 7,62x51mm, quantificou-se a dispersão angular dos grupamentos balísticos, utilizando-se o desvio padrão e o coeficiente de variação para caracterizar a variabilidade entre as condições experimentais. Para fins analíticos, foi empregado um Índice de Degradação Biomecânica (IDB), calculado para expressar a variação relativa da dispersão angular em função da perda progressiva do apoio corporal, além de um teste de sensibilidade pela exclusão do disparo mais periférico. Os resultados indicam que o bipé apresenta alta eficiência em perfis baixos que favorecem maior estabilidade corporal, mas manifesta menor resiliência em cotas altas (IDB de +52,3%), sugerindo maior sensibilidade às micro-oscilações decorrentes da interação entre operador e plataforma. O tripé sugere maior capacidade de mitigar os efeitos das restrições biomecânicas impostas na cota máxima (IDB de +15,2%). A mochila tática mostrou-se uma alternativa funcional para alturas intermediárias, cuja natureza deformável pode contribuir para um comportamento relativamente homogêneo do sistema frente às diferentes alturas avaliadas, ainda que às custas de maior dispersão média. Conclui-se que as plataformas avaliadas não se apresentam como soluções concorrentes, mas como ferramentas complementares, cuja eficácia emerge da interação entre restrições do terreno, janela temporal disponível, características antropométricas do operador, capacidade de adaptação geométrica da plataforma e exigências biomecânicas impostas pelo cenário.
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