Diagnóstico de normalidade socioeconômica pós-desastres: indicadores de alta frequência e a proposta de um observatório estadual
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv12n6-043Keywords:
defesa civil, desastres, indicadores, recuperaçãoAbstract
Este artigo analisa a transição legal e econômica entre as fases de resposta e recuperação em desastres, focando na mensuração da “normalidade socioeconômica”. O problema central é a ausência de critérios técnicos para balizar as ações de recuperação e estabelecer uma "linha base", conforme a abordagem da CEPAL. O objetivo é propor um modelo de diagnóstico baseado em indicadores de alta frequência, utilizando como objeto de estudo o desastre de novembro de 2025 em Rio Bonito do Iguaçu (PR) para evidenciar a viabilidade da métrica e seus desafios institucionais. A metodologia adotada é exploratória e quantitativa, fundamentada na análise de séries temporais de dados secundários — como Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e), saldo de empregos (CAGED) e arrecadação de ICMS —, além da análise de concentração de mercado e do cálculo do quociente locacional (QL) baseado na mão de obra formal. Conclui-se que o retorno à normalidade exige uma gestão estruturada para reduzir perdas de fluxos produtivos. Contudo, a Defesa Civil Estadual (CEDEC) e os municípios atingidos enfrentam limitações técnicas para o processamento contínuo dessas informações. Para superar esse gargalo, recomenda-se a celebração de um Acordo de Cooperação Técnica com o IPARDES, aliada à criação de um Observatório Estadual de Recuperação Socioeconômica, visando modernizar a gestão pública e promover o desenvolvimento do território afetado.
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