Estudo sobre as vítimas de trauma assistidas pelo SAMU 192/ES nos Territórios de Saúde de Vila Velha
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv12n6-041Keywords:
distribuição espacial, trauma, serviços médicos de emergênciaAbstract
Considerando a relevância do trauma como importante problema de saúde pública e causa frequente de atendimentos pré-hospitalares, torna-se necessário compreender o perfil das vítimas assistidas pelo serviço de emergência. Objetiva-se avaliar as vítimas de trauma atendidas pelo SAMU 192 nos territórios de saúde de Vila Velha-ES. Para tanto, procede-se a um estudo observacional transversal realizado na Central de Regulação Médica do SAMU 192, incluindo vítimas de acidentes de trânsito, agressões e quedas atendidas entre 2020 e 2021. Foram analisados dados sociais, demográficos e clínicos do banco de dados de trauma, submetidos à análise estatística e integrados a software de geolocalização, adotando-se nível de significância de 5% (p < 0,05). Desse modo, observa-se a identificação de 4.909 ocorrências traumáticas, com predomínio de quedas (50,4%), seguidas por acidentes de trânsito (34,9%) e agressões (14,6%). Houve maior frequência no sexo masculino (64,5%), na faixa etária de 25 a 34 anos (17,9%), em áreas urbanas (99,9%), no período diurno (64,8%), nos finais de semana (44,5%) e na região central (34,7%). A maioria dos casos foi classificada como não crítica, com encaminhamento hospitalar em 72% das ocorrências, principalmente para a rede pública. O que permite concluir que as quedas representam o principal mecanismo de trauma, predominando em homens jovens e em casos de menor gravidade, reforçando a necessidade de ações preventivas voltadas à redução de acidentes e violências.
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