O impacto da reciclagem na ergonomia e sustentabilidade: benefícios para o meio ambiente e o bem-estar humano
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv12n2-090Keywords:
tecnologia, ergonomia, placas fotovoltaicas, sustentabilidade, meio ambienteAbstract
A evolução da tecnologia e as novas formas de organização do trabalho trouxeram vários dilemas que precisam ser analisados com relação à ergonomia, à saúde ocupacional e à sustentabilidade. O “recurso humano” é um dos maiores ativos das organizações (BRUNORO, 2020). Assumindo essa afirmação como um referencial, as empresas devem se preocupar ativamente com o bem-estar de seus colaboradores, garantindo, assim, a sustentabilidade da própria organização. Ademais, o desenvolvimento acelerado da tecnologia está gerando grandes questionamentos sobre a sua relação com o meio ambiente, pois o impacto negativo desse crescimento é evidente; a geração de resíduos relacionados à evolução tecnológica está aumentando exponencialmente. A sociedade de consumo, aliada à obsolescência programada — sendo esta uma forma das organizações lucrarem com produtos obsoletos ou antiquados—, está contribuindo para que a poluição por lixo eletrônico aumente de forma preocupante e significativa. Dessa forma, meios de conter esse avanço da geração de resíduos eletroeletrônicos devem ser uma prioridade. O grande boom do século é a geração de energia renovável, as placas fotovoltaicas se tornaram a salvação do planeta, mas, como qualquer novidade tecnológica, vieram as dúvidas sobre como descartar ou reciclar as placas que ficam obsoletas, ou seja, as placas que perdem sua eficiência energética com o passar dos anos. A reciclagem de produtos elétricos e eletroeletrônicos ainda representa um grande desafio para a sociedade. Entretanto, analisando essa problemática, o questionamento realizado foi, “como aliar ergonomia, sustentabilidade e meio ambiente?”. Desse modo, através de uma análise bibliográfica, notícias e revistas científicas, estimar o índice de descarte dessas placas a médio e longo prazo e analisar o impacto ambiental que o descarte indevido dessas placas pode gerar para o meio ambiente é um dos objetivos desse estudo, além de determinar uma forma de reciclar essas placas obsoletas e utilizá-las para algo útil, como por exemplo, usar placas como matéria-prima para confecção de móveis, como mesas e escrivaninhas, pois, tomando como base a temática ergonomia e saúde ocupacional, é uma opção viável para dar destino adequado a essas placas, já que com o avanço da popularidade dessa forma de produção de energia renovável, as placas vão se tornando mais tecnológicas com o passar dos anos, ou seja, placas menos eficientes vão ser substituídas por placas novas e mais eficientes na produção de eletricidade. Então, o impacto da reciclagem na ergonomia seria de grande valia para o meio ambiente e o bem-estar humano, além de contribuir para a sustentabilidade.
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