Silêncio e invisibilidade da violência simbólica: naturalização e dificuldade de reconhecimento da violência doméstica
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv12n2-074Keywords:
violência simbólica, violência de contra mulher, violência doméstica, dominação masculina, percepçãoAbstract
Considerando a persistência das desigualdades de gênero nas relações íntimas de afeto e a dificuldade de reconhecimento de formas sutis de violência, sobretudo pelas vítimas, este artigo busca analisar os mecanismos simbólicos que contribuem para a naturalização da violência doméstica contra a mulher. Objetiva-se compreender esse simbolismo opera na percepção das vítimas e nas respostas institucionais, dificultando a identificação da violência e a ruptura de seu ciclo. Para tanto, procedemos à realização de um estudo qualitativo, de natureza teórico-bibliográfica, com base em autores clássicos e contemporâneos, articulado à análise de dados secundários do Dossiê Mulher 2025. Desse modo, observamos que elementos como o efeito halo, o gaslighting e os discursos culturais sustentam estruturas de dominação simbólica, que são invisibilizadas pela linguagem do afeto e pela banalização da violência. O que permite concluir que o enfrentamento da violência simbólica exige, além de medidas legais, uma transformação cultural e discursiva sobre o lugar da mulher na sociedade.
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