Uso de aplicativos de saúde desenvolvidos para celular (mHealth) no automonitoramento de ansiedade em profissionais da saúde: protocolo de revisão sistemática

Authors

  • Natália Pereira Novo
  • Flávia Tavares Silva Elias

DOI:

https://doi.org/10.34117/bjdv12n2-060

Keywords:

mHealth, saúde móvel, ansiedade, profissionais de saúde, automonitoramento, revisão sistemática

Abstract

Introdução: A saúde mental, especialmente após a pandemia de COVID-19, tornou-se uma temática de crescente relevância global, com um aumento significativo de transtornos psíquicos, notadamente entre profissionais da saúde. Estes enfrentaram sobrecarga laboral, escassez de recursos e alto risco de infecção, resultando em elevada prevalência de ansiedade e depressão. Nesse contexto, as tecnologias móveis em saúde (mHealth) emergem como ferramentas promissoras para preencher lacunas no cuidado, oferecendo automonitoramento, flexibilidade e acessibilidade. Contudo, há uma carência de evidências científicas sistematizadas que avaliem a efetividade dos mHealth na redução de sintomas psíquicos, em particular a ansiedade em profissionais de saúde. Objetivos: O objetivo geral deste projeto é avaliar os desfechos de efetividade dos aplicativos mHealth, associados a cuidados usuais, no automonitoramento de sintomas de ansiedade em profissionais de saúde, em comparação somente com os cuidados usuais. Os objetivos específicos incluem descrever as características e usos dos aplicativos mHealth utilizados para automonitoramento de ansiedade nessa população e analisar seus desfechos de efetividade. Métodos: Esta revisão sistemática será conduzida seguindo as diretrizes PRISMA, com um protocolo pré-definido para responder à pergunta: "Quais são os desfechos de efetividade dos mHealth associados a cuidados usuais, em comparação com os cuidados usuais, no automonitoramento de sintomas de ansiedade em profissionais de saúde?". A população de interesse são profissionais de saúde (maiores de 18 anos, de todas as categorias) com sintomas de ansiedade. A intervenção são ferramentas mHealth (aplicativos móveis e plataformas digitais acessíveis por smartphone) para automonitoramento, associadas a cuidados usuais. O comparador são os cuidados usuais. Serão incluídos ensaios clínicos e ensaios clínicos randomizados, sem restrição de data, publicados em português, inglês e espanhol. As buscas serão realizadas em bases de dados como PubMed, Embase, Cochrane Library, LILACS, PsycInfo, CINAHL e Epistemonikos. A seleção dos estudos ocorrerá em duas etapas por dois revisores independentes, utilizando o software Rayyan, e a extração de dados será feita em tabela padronizada. A avaliação do risco de viés será realizada com as ferramentas RoB 2 e CASP. Os resultados serão sintetizados narrativamente e, se possível, por meta-análises, com avaliação da certeza da evidência pelo sistema GRADE. Resultados Esperados: Espera-se obter evidências sobre os possíveis desfechos de efetividade dos mHealth no automonitoramento de sintomas de ansiedade em profissionais de saúde. Esses achados poderão apoiar o desenvolvimento ou a identificação de um aplicativo a ser testado no ambiente de trabalho da estudante, que atua como médica psiquiatra na Universidade de Brasília, com tratativas prévias já realizadas com a Faculdade de Engenharia de Software da UnB. Conclusão: Espera-se fornecer evidências sobre a efetividade das tecnologias mHealth no suporte à saúde mental de profissionais de saúde.

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Published

2026-02-20

How to Cite

Novo, N. P., & Elias, F. T. S. (2026). Uso de aplicativos de saúde desenvolvidos para celular (mHealth) no automonitoramento de ansiedade em profissionais da saúde: protocolo de revisão sistemática. Brazilian Journal of Development, 12(2), e85816. https://doi.org/10.34117/bjdv12n2-060

Issue

Section

Original Papers