Aplicação da inteligência artificial como ferramenta de apoio à tomada de decisão na análise criminal: estudo de caso na Polícia Militar do Paraná
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv12n2-041Keywords:
Inteligência Artificial, análise criminal, segurança públicaAbstract
Este artigo analisa a aplicação prática de uma Inteligência Artificial (IA) como ferramenta de apoio à análise criminal e ao processo decisório em segurança pública, a partir de um estudo de caso real envolvendo eventos armados no bairro Parolin, em Curitiba/PR, que resultaram no atingimento da sede do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). O objetivo consiste em avaliar a coerência analítica, a plausibilidade das hipóteses formuladas e a pertinência institucional dos outputs gerados pela IA quando utilizada de forma supervisionada e integrada ao raciocínio humano. A pesquisa adota abordagem qualitativa e aplicada, fundamentada na validação crítica dos produtos analíticos produzidos ao longo do Ciclo de Produção do Conhecimento. Os resultados demonstram que, mesmo operando a partir de um conjunto delimitado de informações documentais e fáticas, a IA foi capaz de estruturar um entendimento situacional inicial consistente, estabelecer correlações temporais e espaciais entre eventos criminais e excluir, de maneira racional, a hipótese de atentado direcionado a autoridades do Poder Judiciário. As recomendações geradas foram organizadas por horizonte temporal imediato, curto, médio e longo prazo, e avaliadas quanto à sua aderência às práticas policiais consolidadas, revelando compatibilidade com protocolos institucionais e com modelos formais de gestão do desempenho. Destaca-se a convergência dos indicadores propostos com a Gestão de Desempenho Operacional (GDO) da Polícia Militar do Paraná, bem como a contribuição das medidas estruturais de longo prazo para a Gestão de Desempenho Administrativo (GDA). Conclui-se que a IA, quando empregada de forma calibrada, supervisionada e orientada por critérios metodológicos claros, apresenta-se como instrumento viável e útil de assessoramento à tomada de decisão em segurança pública, sem substituir o julgamento humano nem os procedimentos legais e periciais exigidos.
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