A literatura de cordel como recurso didático no ensino das ciências ambientais no distrito do Mosqueiro
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv12n2-029Keywords:
educação ambiental, literatura de cordel, recurso didático e educação básicaAbstract
A literatura de cordel sendo usada como recurso didático dessa pesquisa tem como objetivo de modo prático, propor e promover o ensino das ciências ambientais para os alunos pelos professores da educação básica no Distrito de Mosqueiro- PA, por meio do uso de novas metodologias pedagógicas no ambiente escolar que articule as diversas disciplinas ofertadas aos alunos da educação básica, possibilitando múltiplos olhares e diversas linguagens. Compreende-se que a relevância de refletir sobre esse tema se justifica na necessidade de se pensar as mudanças no ensino de língua na atualidade, no trabalho com gêneros textuais em sala de aula, com temáticas e contextos históricos que estejam inseridos na vida cultural e social dos alunos. Apresentou - se a utilização da literatura de cordel por meio de sequências didáticas, através de módulos para educadores da rede municipal de ensino do Distrito de Mosqueiro- PA. O tipo de pesquisa utilizada inicialmente fora a bibliográfica, bem como a pesquisa-ação. Para a discussão dos resultados obtidos, foi utilizada a abordagem qualitativa, e com isso, desenvolveu-se um livreto de cordel paradidático a fim de promover, através da literatura, estratégias pedagógicas de ensino e aprendizagem de como trabalhar em uma perspectiva interdisciplinar as ciências ambientais.
References
ABREU, M. Histórias de cordéis e folhetos. Campinas: Mercado de Letras; Associação de Leitura do Brasil, 1999.
BAKHTIN, M. Estética da criação verbal: os gêneros do discurso. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
BARBIER, R. A pesquisa-ação. Brasília: Liber Livro, 2002.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/docman/abril-2018-pdf/85121-bncc-ensino-medio/file. Acesso em: 14 jan. 2025.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Sistema Nacional de Unidades de Conservação. Brasília: MMA, 2000.
ESTADINHO. Faça a sua gravura. Estadão, 2025. Disponível em: https://www.estadao.com.br/brasil/estadinho/xilogravura-o-que-e-isso/. Acesso em: 14 jan. 2025.
FONSÊCA, A. V. L.; FONSÊCA, K. S. B. Contribuições da literatura de cordel para o ensino da cartografia. Geografia, Londrina, v. 17, n. 2, p. [páginas], 2008.
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.
GAUDÊNCIO, S. M.; BORBA, M. S. A. O cordel como fonte de informação: a vivacidade dos folhetos de cordéis no Rio Grande do Norte. Biblionline, João Pessoa, v. 6, n. 1, p. 82-92, 2010.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Cidades e Estados. 2023. Disponível em: https://www.fapespa.pa.gov.br/2022/03/17/. Acesso em: 15 nov. 2023.
IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Cadernos ODS: assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todas e todos. Brasília: IPEA, 2019. v. 24.
JAPIASSU, H. Interdisciplinaridade e patologia do saber. Rio de Janeiro: Imago, 1976.
JARA, C. J. A sustentabilidade e desenvolvimento local: desafios de um processo em construção. In: LOUREIRO, C. F. B. (org.). Cidadania e meio ambiente. Salvador: Centro de Recursos Ambientais, 2000. p. [páginas].
LOUREIRO, C. F. B. (org.). Cidadania e meio ambiente. Salvador: Centro de Recursos Ambientais, 2003.
MACHADO, R. F. O.; VELASCO, F. C. G.; AMIM, V. O encontro da política nacional da educação ambiental com a política nacional do idoso. Saúde e Sociedade, São Paulo, 2008. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sausoc/a/KfdYhkRKVC3xg7CKxj8wRxq/#. Acesso em: 15 nov. 2023.
MINAYO, M. C. S. (org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 18. ed. Petrópolis: Vozes, 2001.
NASCIMENTO, E. P. Trajetória da sustentabilidade: do ambiental ao social, do social ao econômico. Estudos Avançados, São Paulo, v. 26, n. 74, p. 51-64, 2012.
OLIVEIRA, J. R. Paremiologia na literatura de cordel: cosmovisão e ‘poiesis’ na contemporaneidade. 2008. Dissertação (Mestrado em Literatura e Interculturalidade) – Universidade Estadual da Paraíba, Campina Grande, 2008.
RIBAS, O.; NOVAES, P. C. (coords.). Agenda 21 brasileira: bases para discussão. Brasília: MMA/PNUD, 2000.
SACHS, J. A riqueza de todos: a construção de uma economia sustentável em um planeta superpovoado, poluído e pobre. Tradução de S. Lamarão. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.
SALLES, V. Repente & cordel: literatura popular em versos na Amazônia. Rio de Janeiro: FUNARTE/Instituto Nacional do Folclore, 1985.
SCHNEUWLY, B.; DOLZ, J. Gêneros orais e escritos na escola. Campinas: Mercado de Letras, 2004.
SILVA, K. M. da et al. Práticas lúdicas x educação ambiental: contribuindo para a conscientização na Escola Estadual Ruy Paranatinga Barata. Revista Brasileira de Educação Ambiental (RevBEA), São Paulo, v. 10, n. 3, p. 221-234, 2015.
SOUZA, C. M.; CARDOSO, A. História do Xingu: fronteiras, espaços e territorialidades (séculos XVII–XXI). Belém: Editora Universitária UFPA, 2008.
TAVARES, M. G. C. et al. Turismo e desenvolvimento local em uma ilha fluvial na Região Metropolitana de Belém: o caso da ilha de Mosqueiro na Amazônia brasileira. Revista Universitaria de Geografía, Bahía Blanca, v. 16, n. 1, p. [páginas], 2007.
THIOLLENT, M. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, 2009.
XILOGRAVURA em isopor – tinta preta. [S. l.: s. n.], 2025. Disponível em: [inserir link se houver]. Acesso em: 8 jan. 2025.
ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.

