Arborização urbana como ética do habitar: percepções do bom viver na cidade de Palmas–TO

Authors

  • Beatriz Sena Coelho
  • Carlos Eduardo Panosso

DOI:

https://doi.org/10.34117/bjdv12n2-027

Keywords:

bom viver, arborização urbana, justiça socioambiental, qualidade de vida, planejamento urbano

Abstract

Este artigo analisa a arborização urbana como elemento estruturante do Bom Viver em Palmas, compreendendo-a não apenas como infraestrutura verde, mas como prática socioambiental que incide diretamente sobre a qualidade de vida, a justiça ambiental e a produção de sensibilidades urbanas. A partir de um estudo de caráter exploratório e qualitativo, fundamentado em percepções de moradores e na análise crítica do espaço urbano, o trabalho discute como a presença — ou ausência — de árvores influencia o conforto térmico, a paisagem, a sociabilidade e as desigualdades socioespaciais. O referencial teórico articula contribuições da geografia humanista, da ecologia política e do debate latino-americano sobre o Bom Viver, entendendo a arborização como expressão de uma ética do cuidado, do pertencimento e da coabitação entre humanos e não humanos. Os resultados indicam que a arborização urbana é percebida como fator essencial para o bem-estar cotidiano, ao mesmo tempo em que revela assimetrias na distribuição de benefícios ambientais no território urbano. Conclui-se que políticas públicas de arborização, quando orientadas por princípios de equidade e participação social, podem constituir um eixo estratégico para a promoção do Bom Viver e para a construção de cidades mais justas, habitáveis e sensíveis às dinâmicas ecológicas.

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Published

2026-02-09

How to Cite

Coelho, B. S., & Panosso, C. E. (2026). Arborização urbana como ética do habitar: percepções do bom viver na cidade de Palmas–TO. Brazilian Journal of Development, 12(2), e85597. https://doi.org/10.34117/bjdv12n2-027

Issue

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Original Papers