As implicações da sexualidade da mulher no passado e no presente: uma revisão
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv12n1-070Keywords:
sexualidade, história da mulher, condição femininaAbstract
Este trabalho aborda uma trajetória da sexualidade da mulher e suas implicações que foram construídas ao longo da história. O artigo objetivou revisar as implicações da sexualidade da mulher no passado e no presente, especialmente porque a realidade histórica reflete nos dias contemporâneos no comportamento de significativo número de mulheres que desconhecem o direito que tem de vivenciar sua sexualidade, sem repressão. A sexualidade da mulher tem sido, ao longo da história, um campo profundamente marcado por construções sociais, culturais, religiosas e políticas que influenciaram e continuam a influenciar a forma como o corpo feminino é percebido, controlado e vivenciado. Compreender as continuidades e rupturas entre o passado e o presente é essencial para identificar os desafios persistentes e promover uma abordagem mais equitativa, informada e respeitosa da sexualidade feminina. Dessa forma, este artigo justifica-se pela necessidade de sistematizar e analisar a produção científica existente sobre o tema, por meio de uma revisão da literatura, usando os descritores: sexualidade, história da mulher, condição feminina. Possibilitando responder satisfatoriamente a questão que impulsionou esse estudo: quais as implicações da sexualidade da mulher na contemporaneidade? A revisão reforça a importância da educação sexual, do acesso à informação científica e da implementação de políticas públicas que garantam o respeito à autonomia, à dignidade e aos direitos das mulheres. Por fim, destaca-se a necessidade de novas investigações que aprofundem a temática, considerando diferentes contextos sociais e culturais, a fim de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
References
ARRAURI, M. Filosofía para profanos. Valencia, España: Tàndem Edicions, 2000.
BARSTED, L. L; PITANGUY, J. O Progresso das Mulheres no Brasil 2003–2010. Rio de Janeiro: Cepia; Brasília: ONU Mulheres, 2011. P436.
BEAUVOIR, S. O segundo sexo: a experiência vivida (S. Milliet, trad.3ª Ed.) Rio de Janeiro: Nova Fronteira,1980.
CARLA, M. Entenda a Lei do Feminicídio e por que ela é importante: O panorama de feminicídio no Brasil é grave: a cada dia, 13 mulheres são assassinadas no Brasil, do Politize access_time31 jul 2018, 12h00 - Publicado em 16 jan 2018, 19h35
CUCHÉ, D. A noção de cultura nas Ciências Sociais. São Paulo. Edusp. 2004.
FERNANDES, M. C. C. A tutela penal patriarcal: por que a criminalização do feminicídio não é uma conquista para o feminismo?. Revista Transgressões, maio, 3(1), 131-149. Natal. 2015.
FOUCAULT, M. História da sexualidade 1: A vontade de saber. 3. ed. Rio de Janeiro: Graal, 1980.
FOUCAULT, M. Histoire de la Sexualité I. La Volonte de Savoir. Paris: Gallimard. 1976.
FREUD, S. Um caso de histeria, três ensaios sobre sexualidade e outros trabalhos (1901-1905). Edição Standard Brasileira das obras Psicológicas Completas se Sigmund Freud. Volume VII. Editora, Imago- rio de Janeiro, 1996.
LAPLANCHE, J. Vida e morte em psicanálise. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
MASTERS, W. & JOHNSON. Les Mésententes Sexuelles. Paris: R. Laffont.1971
PINTO, Celi Regina Jardim. Uma história do feminismo no Brasil. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2003.Publicado em 29 de setembro de 2016.

